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Bares renovam cardápios com mocktails para atrair jovens

Geração Z tem menos afeição por bebidas alcoólicas e promove mudança em cardápios de drinks em bares e restaurantes

SÃO PAULO 07/03/2024 PALADAR DRINKS SEM ALCOOL- drinks preparados pelo bartender Alex Sepulchro   do Sub Astor- DRINK ROSE GLOIRE  FOTO ALEX SILVA/ESTADAO. Foto: ALEX SILVA/ESTADAOFoto: ALEX SILVA/ESTADAO

Nos últimos anos, o mercado de bebidas tem passado por uma mudança no consumo de álcool e tenta se adequar a nova percepção dos consumidores sobre bebidas alcoólicas, especialmente pela geração Z, que tem preferido mocktails em muitas ocasiões.

Em busca de atender esse público, bares e restaurantes tem se movimentado para oferecer opções que vão além das clássicas cervejas e dos drinks, inserindo bebidas não alcoólicas.

Fundador da Companhia Tradicional do Comércio, que detém marcas de bares como Astor, SubAstor, Original e Pirajá, Edgar Bueno, contou ao Estadão que pensar em um bar com uma carteira de drinks não alcoólicos seria algo inimaginável para o setor pouco tempo atrás, mas que agora, com as mudanças pós pandemia e também a transformação geracional dos clientes, passa a ser uma realidade.

“Não tem como não olhar para esse público, seja o vegano, o vegetariano e o não alcoólico, são tendências que, por efeito de preservação, nós precisamos olhar”, afirmou. “Não basta ter apenas uma opção para o cliente, você precisa dar mais opções para ele. Isso já faz parte do nosso dia a dia no menu.”

A diretora de marketing e inovação na Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e especialista em bebidas alcoólicas e charutos, Mikaela Paim, explicou ao jornal que as gerações mais novas buscam saudabilidade dos alimentos e bebidas, e não sofrem condenações dos amigos por não beberem álcool como acontecia nas gerações mais velhas.

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Além disso, os consumidores estão mais dispostos a pagar por bebidas mais elaboradas, mesmo que elas sejam não alcoólicas, a exemplo dos mocktails, cervejas zero e outros “soft drinks” como Bear Mate.

Para saber mais sobre a mudança no consumo e procura de bebidas alcoólicas, leia a matéria de Wesley Gonsalves e Lucas Agrela, no Estadão.

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