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Engenheiro humilhado por chefe sai do trabalho e cria empresa que fatura R$ 8,5 milhões

Episódio no escritório impulsionou o engenheiro Hiago Stuqui a criar empresa de gestão de obras na construção civil

Por Victoria Lacerda
Atualização:

Após ser desqualificado publicamente pelo chefe, o engenheiro Hiago Stuqui, 31 anos, optou por iniciar seu próprio empreendimento. Em 2017, lançou a Stuqui Engenharia com um investimento inicial de pouco mais de R$ 1.000. Em sete anos, Hiago alcançou um faturamento anual de R$ 8,5 milhões, com operações no Brasil e em Portugal. A empresa, que tem sede em Presidente Prudente (SP), faz gerenciamento de obras.

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O engenheiro relata que foi chamado de “incompetente” no meio de uma reunião com outros colaboradores da empresa. “A experiência de ser humilhado diante de toda a equipe me incentivou a iniciar meu próprio negócio. Trabalhei mais de um ano simultaneamente ao emprego. Quando percebi que estava gerando mais receita mensalmente com minha empresa do que ganhava anualmente como CLT, decidi pedir demissão.”

Hiago revela que levou mais de 12 meses para fechar o primeiro contrato, mas, desde então, a Stuqui Engenharia conquistou mais quatro clientes, permitindo-lhe trocar um salário mensal de R$ 3 mil por um faturamento mensal de mais de R$ 50 mil.

Em 2019, aos 27 anos, Hiago atingiu seu primeiro milhão, com a Stuqui Engenharia completando dois anos de atividade. Ele é o único proprietário da empresa e trouxe seu pai, Dirceu, que também é engenheiro civil, para trabalhar na área financeira da Stuqui Engenharia.

Entre os projetos da Stuqui Engenharia, estão obras no Aeroporto Internacional de Navegantes (SC), Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO), Terminal Rodoviário de Piraquara (PR) e um terminal rodoviário em Santa Maria da Feira, Portugal.

O engenheiro Hiago Stuqui, que deixou seu emprego após ser humilhado publicamente pelo chefe e abriu uma empresa de construção civil. Foto: Divulgação

Franquias e negócios internacionais

Entre 2017 e 2022, a Stuqui Engenharia gerenciou mais de R$ 4 bilhões em obras, segundo Hiago. Com o aumento da demanda, ele expandiu o negócio com franquias, originando assim a Stuqui Projetos, que atualmente conta com 261 unidades franqueadas.

A empresa tem dois modelos de franquia:

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Modelo Home Based

  • Investimento inicial total estimado: R$ 26.634
  • Faturamento médio mensal: R$ 4.988
  • Lucro médio mensal: R$ 3.033
  • Prazo de retorno: 16 meses
  • Prazo de contrato: 5 anos
  • Royalties/mês: 12% do faturamento
  • Número de unidades em operação: 260

Modelo Escritório:

  • Investimento inicial total estimado: R$245.000
  • Faturamento médio mensal: R$ 180.000
  • Lucro médio mensal: R$ 50.520
  • Prazo de retorno: 16 meses
  • Prazo de contrato: 5 anos
  • Royalties/mês: 25% do faturamento
  • Número de unidades em operação: 1

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“Desenvolvemos um modelo de negócio sob medida para engenheiros e arquitetos. Conscientes de que os cursos dessas áreas geralmente não abordam temas como vendas ou administração, oferecemos um negócio que já vem com uma carteira de clientes, permitindo que o franqueado se concentre exclusivamente em atender às demandas direcionadas pela franqueadora”, comentou Hiago.

Grupo Stuqui

O negócio principal é a construção civil, mas o engenheiro criou outras empresas, abrigadas na holding Grupo Stuqui. Além da Stuqui Engenharia e da Stuqui Projetos, tem também a empresa de limpeza Freshy Clean e a fintech Stuqui Bank.

A Freshy Clean, uma rede de limpeza voltada para brasileiros interessados em empreender em Portugal, foi criada em 2022, mas o negócio ainda não vendeu nenhuma unidade.

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O Stuqui Bank foi lançado em 2023, focado nos franqueados do grupo, segundo Hiago. A maquininha da fintech não cobra taxa dos franqueados, para aumentar a margem de ganho.

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