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Padilha nega crise com Lira e diz que dificuldades estão ‘absolutamente superadas’

Ministro das Relações Institucionais do governo Lula foi chamado de ‘desafeto pessoal’ e ‘incompetente’ por presidente da Câmara há duas semanas

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Por Levy Teles

BRASÍLIA — Depois de entrar em conflito direto com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, nega haver crise e que a dificuldade de relação e diálogo está “absolutamente superada”.

Em tom conciliatório, Padilha diz que haverá uma dupla entre governo federal e Congresso Nacional este ano e que ele está aberto a conversar com parlamentares da base ou da oposição.

Padilha e Lira passam um ao lado do outro em sessão inaugural da Câmara, em fevereiro; presidente da Casa faz reiteradas críticas a ministro de Lula. Foto: Wilton Junior/Estadão - 05/02/2024

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“Não tem crise. Qualquer dificuldade de relação, diálogo, está absolutamente superada”, diz Padilha, em entrevista à Globo News.

Há duas semanas, Lira chamou Padilha de “desafeto pessoal” e “incompetente”. O ministro disse que não se rebaixaria para responder. Nas redes sociais, Padilha publicou um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiando o trabalho.

Agora, Padilha mostra-se aberto para conversar com lideranças do Congresso. “Meu gabinete está aberto, minha disposição, aberta, meu celular funciona 24 horas por dia. Estou sempre à disposição de qualquer diálogo, conversa, seja com líderes da base ou da oposição”, afirma.

Como mostrou o Estadão, Lula fez uma reunião de emergência com ministros e líderes do governo nesta sexta-feira, 19, e afirmou que fará encontros separadamente, com Lira e com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

À Globo News, Padilha reforça o interesse do governo em manter proximidade ao Congresso, que assegurou, entre outros momentos, a aprovação da reforma tributária, pauta principal do governo Lula no ano passado. “Vamos repetir neste ano o sucesso da dupla governo federal e Congresso Nacional, que trouxe tantos ganhos para o País”, diz.

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