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Assista aos vídeos da delação bomba de Funaro que pega Temer, Cunha e abalou Brasília

Doleiro preso na Operação Sépsis por desvios milionários na Caixa revela uma intensa rotina de propinas nos principais escalões da República

Foto do author Julia Affonso
Foto do author Fausto Macedo
Por Julia Affonso, Breno Pires e Fausto Macedo
Atualização:

Lucio Funaro. Foto: Reprodução

O doleiro Lúcio Funaro, preso na Operação Sépsis  - desdobramento da Lava Jato - por desvios milionários na Caixa Econômica Federal, revelou em sua delação premiada, firmada com a Procuradoria-Geral da República, uma intensa rotina de propinas nos principais escalões da República. Funaro citou o presidente Michel Temer como beneficiário de vantagens indevidas, mas afirmou nunca ter entregue dinheiro ao peemedebista.

Os vídeos foram gravados na Procuradoria-Geral da República há cerca de dois meses e somam mais de 15 horas de depoimentos.

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COM A PALAVRA, MICHEL TEMER

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O vazamento de vídeos com depoimento prestado há quase dois meses pelo delator Lúcio Funaro constitui mais um abjeto golpe ao Estado Democrático de Direito. Tem o claro propósito de causar estardalhaço com a divulgação pela mídia como forma de constranger parlamentares que, na CCJC da Câmara dos Deputados, votarão no dia 18 o muito bem fundamentado parecer do relator, deputado Bonifácio de Andrada, cuja conclusão é pela rejeição ao pedido de autorização para dar sequência à denúncia apresentada contra o Presidente Michel Temer pelo ex-Procurador-Geral da República. É evidente que o criminoso vazamento foi produzido por quem pretende insistir na criação de grave crise política no País, por meio da instauração de ação penal para a qual não há justa causa. Só isso explica essa divulgação, ao final de uma semana em que a denúncia formulada pelo ex-Chefe do MPF foi reduzida a pó pelo parecer do deputado Bonifácio de Andrada. Autoridades que têm o dever de respeitar o ordenamento jurídico não deveriam permitir ou promover o vazamento de material protegido por sigilo. É igualmente inaceitável que a imprensa dê publicidade espetaculosa à palavra de notório criminoso, que venceu a indecente licitação realizada pelo ex-PGR para ser delator, apenas pela manifesta disposição de atacar o Presidente da República. As afirmações do desqualificado delator não passam de acusações vazias, sem fundamento em nenhum elemento de prova ou indiciário, e baseadas no que ele diz ter ouvido do ex-deputado Eduardo Cunha, que já o desmentiu e o fez de forma inequívoca, assegurando nunca ter feito tais afirmações. Assim como o fizeram todos os demais mencionados pelo delator em sua mentirosa história, que lhe serviu para a obtenção de prêmio.

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Eduardo Pizarro Carnelós

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