Notícias e artigos do mundo do Direito: a rotina da Polícia, Ministério Público e Tribunais

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Moraes pede para Fachin decidir quem será relator de investigação sobre filme Dark Horse

Ministro do STF recebeu ação do deputado federal Lindbergh Farias para investigar conexão entre recursos solicitados por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e coação de ministros por Eduardo Bolsonaro

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Foto do autor Weslley Galzo

BRASÍLIA - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira, 22, o envio à Presidência da Corte de um pedido de investigação que relacionava a coação de membros do tribunal pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro com os recursos solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, ao banqueiro Daniel Vorcaro para bancar a produção do filme “Dark Horse”.

O caso chegou às mãos de Moraes após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentar um pedido de investigação da possível conexão entre o financiamento do filme Dark Horse, a coação de Eduardo a ministros do STF durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, e os valores negociados por Flávio e Vorcaro.

Alexandre de Moraes enviou pedido de investigação de Flávio por suposto repasse de recursos a Eduardo à Presidência do STF. 

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Segundo o deputado, os três fatos estariam relacionados, pois Flávio teria pedido os R$ 134 milhões a Vorcaro para bancar o irmão em seu autoexílio nos Estados Unidos, onde mobilizou uma campanha de sanções contra o Brasil e os membros do STF durante o julgamento do seu pai por tentativa de golpe. A Corte decidiu que o movimento de Eduardo na época foi feito para coagir os magistrados e evitar a condenação de Bolsonaro.

Como Moraes é relator da ação penal que condenou Eduardo a 4 anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, a ação apresentada por Lindbergh também ficou sob sua alçada por ter conexão com os fatos apurados. A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, se manifestou pela redistribuição da denúncia ao ministro André Mendonça, que é relator do inquérito sobre as fraudes do Banco Master.

Na avaliação da PGR, os principais elementos denunciados por Lindbergh estariam sob a alçada do inquérito que tramita com Mendonça. Moraes decidiu, por sua vez, que o pedido de investigação apresentado pelo deputado deveria ser separado do processo sob sua relatoria e enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, para que ele decida se o caso ficará com o próprio Moraes, com Mendonça ou se será redistribuído aos demais membros do tribunal.

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