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Promotoria no Maranhão faz Operação ‘Ganância Maldita’ e mira Pastor Cavalcante por rachadinha

Ministério Público estadual deflagrou nesta quarta, 3, etapa ostensiva da Operação Damnare Avaritia (Ganância Maldita) em investigação sobre ex-deputado estadual José Alves Cavalcante, sob suspeita de se apropriar de parte dos salários de funcionários de seu gabinete na Assembleia Legislativa maranhense; reportagem do Estadão busca contato com ex-parlamentar

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Por Redação
Atualização:

Promotores do Ministério Público do Maranhão fizeram buscas nesta quarta, 3, na residência e em outros endereços ligados ao ex-deputado estadual José Alves Cavalcante, o Pastor Cavalcante, sob suspeita de prática de rachadinha em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa.

A reportagem do Estadão busca contato com a defesa de Pastor Cavalcante. O espaço está aberto.

Pastor Cavalcante Foto: Assembleia Legislativa do Maranhão

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A força-tarefa, formada por promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Maranhão (Gaeco), deflagrou etapa ostensiva da Operação Damnare Avaritia (Ganância Maldita) para cumprimento de mandados de busca e apreensão nos municípios de Imperatriz, Açailândia e Governador Edison Lobão.

Os mandados foram cumpridos com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, com sete equipes e 42 policiais, e da Polícia Civil, com os delegados e equipes que atuam com o Gaeco em São Luís, Timon e Imperatriz.

A operação contou ainda com o suporte da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência do Ministério Público maranhense.

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As investigações, que estão sendo realizadas pela 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, cujo titular é o promotor de Justiça Denys Rêgo, apuram denúncias de rachadinha no gabinete de Pastor Cavalcante.

Na ação desta quarta foram apreendidos documentos, bens, computadores, celulares e arma de fogo. Segundo a Promotoria, ‘devido à posse irregular da arma, o pastor foi conduzido à delegacia de Polícia de Imperatriz’.

RACHADINHA

De acordo com o procedimento investigatório, o ex-deputado estadual recebia parte do salário dos assessores do seu gabinete da Assembleia Legislativa.

Conhecida como ‘rachadinha’, a prática era executada por familiares e funcionários de sua confiança, destaca a investigação. “Estas pessoas recebiam grandes quantidades de dinheiro em espécie para realizar depósitos com ou sem identificação”, informou a Promotoria.

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As investigações também indicam que vários assessores do gabinete do ex-deputado ‘sacavam os valores de suas remunerações em espécie em caixas eletrônicos ou na própria agência bancária de forma sistemática, durante o período dos seus vínculos com a Assembleia’.

Além dos imóveis do ex-parlamentar, foram alvo da operação a casa do filho do pastor, Jefte Cavalcante, assim como do tesoureiro das igrejas vinculadas ao líder religioso, José Félix Costa Júnior.

OPERAÇÃO DAMNARE AVARITIA

Damnare Avaritia vem do latim e significa Ganância Maldita, assinalou o Ministério Público em nota sobre a investigação que mira Pastor. “O contexto do maldito vem do versículo de Jeremias 48:10 – maldito aquele que fizer a obra do senhor fraudulosamente, referindo-se à prática do suspeito sobre seus atos usando imagem da igreja”, diz a Promotoria.

COM A PALAVRA, PASTOR CAVALCANTE

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A reportagem do Estadão busca contato com o Pastor Cavalcante e os outros citados na investigação. O espaço está aberto para manifestação (fausto.macedo@estadao.com)

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