Bolsonaro passa por cirurgia para tratar subobstrução intestinal em Brasília

Ex-presidente foi internado após passar mal durante evento do PL no interior do Rio Grande do Norte; equipe médica optou pelo procedimento após constatar a persistência do quadro apesar dos tratamentos conservadores

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Foto do autor Adriana Victorino
Atualização:

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi encaminhado na manhã deste domingo, 13, ao centro cirúrgico do Hospital DF Star, em Brasília, onde passa por um procedimento de desobstrução no intestino. De acordo com o boletim médico publicado nesta manhã, a decisão pela cirurgia se deu após exames de imagem mostrarem a “persistência do quadro de subobstrução intestinal”, apesar das medidas alternativas para tratar o problema.

“Ele está sendo submetido neste momento ao procedimento cirúrgico de laparotomia exploradora, para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal”, informa o boletim. Essa operação envolve cortar a parede abdominal do paciente, visualizar os órgãos internos e tratar a origem da dor.

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No começo da tarde deste domingo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou em seu perfil no Instagram que a equipe médica avisou à família que a cirurgia do ex-presidente seria longa. Mais cedo, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, havia informado que a previsão inicial era de que o procedimento durasse cerca de seis horas. Bolsonaro entrou no centro cirúrgico por volta das 9h e a operação começou às 10h.

A informação de que o ex-presidente estava em cirurgia havia sido confirmada mais cedo pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que acompanhava Bolsonaro. O ex-presidente sentiu fortes dores abdominais na última sexta-feira, 11, durante um evento do PL no Rio Grande do Norte (RN), e foi levado de helicóptero a um hospital em Natal. De lá, foi transferido para Brasília na noite deste sábado, 12, em um avião com UTI aérea.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegando ao Hospital DF Star em Brasília na noite deste sábado 12, após ser transferido de Natal no Rio Grande do Norte (RN), em um avião com UTI aérea. Foto: Wilton Junior/Estadão

Leandro Echenique, médico cardiologista que faz parte do staff médico do Bolsonaro, afirmou na noite de sábado, já em Brasília, que Bolsonaro estava estável e que a dor não havia piorado. “Não significa que houve melhora do quadro de obstrução intestinal”, completou.

Ele ainda adiantou que a cirurgia para corrigir a obstrução seria aberta. “Vai tirar a tela que ele tem lá e vai recolocar. É uma cirurgia bem extensa, é um abdômen que já foi muito manipulado desde 2018, da facada”, explicou.

Nas redes sociais, na tarde de sábado, o ex-presidente Jair Bolsonaro havia afirmado que seu médico pessoal, Cláudio Birolini, considerou o atual quadro clínico como o mais grave desde o atentado que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG).

“Passamos a vida prontos pra qualquer batalha: política, jurídica, eleitoral, física até... Mas às vezes o que nos derruba não é o inimigo de fora, é o nosso próprio corpo”, disse Bolsonaro. O ex-presidente disse ainda que está estável, em recuperação e “cercado por profissionais competentes”.

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Segundo Birolini, o ex-presidente apresenta um quadro de suboclusão intestinal, condição comum em pacientes submetidos a várias cirurgias abdominais, como é o caso de Bolsonaro. No entanto, o médico destacou que o episódio atual é “um pouco mais exuberante que os anteriores”. O ex-presidente já passou por seis cirurgias abdominais desde que foi atingido.

Apoiadores na porta do hospital gritam que Bolsonaro ainda ‘será presidente em 2026′

Um grupo de seis apoiadores do ex-presidente foram para a portaria do Hospital DF Star, em Brasília, para manifestar votos de recuperação a Bolsonaro na tarde deste domingo, 13. Levando uma bandeira do Brasil, entoaram palavras de ordem como “Não será um dia de luto, e sim de alegria” e “Bolsonaro vai sair dessa e será presidente em 2026”.

Outro grupo de apoiadores estavam na porta do hospital quando Bolsonaro chegou, às 22 horas deste sábado, 12, para ser internado. Os bolsonaristas, moradores da capital federal, cantaram músicas de louvor e foram cumprimentados, à distância, pelo ex-presidente.

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