Chanceler russo chega no Brasil acompanhado de 18 seguranças

Aparato de agentes é comparável ao usado por Obama em 2011 quando visitou Brasília

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Por Roberto Godoy
Atualização:

O chanceler Serguei Lavrov chega ao Brasil com aparato de segurança equivalente ao de chefe de Estado. Pelo menos 18 agentes fazem parte da comitiva que desembarca na capital federal para proteger a autoridade russa. Esses agentes estão autorizados a portar armas leves, como pistolas comuns e semi-automáticas.

A dimensão da equipe de segurança do chanceler se equivale, por exemplo, a aparato que escoltou o então presidente dos Estados Unidos Barack Obama em sua visita ao Brasil em 2011. Na época, as autoridades dos EUA destacaram 20 agentes para atuar na proteção do norte-americano.

Chanceler russo Serguéi Lavrov em encontro com ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira Foto: Andre Borges / EFE

Homem de confiança do presidente da Rússia, Vladimir Putin, Lavrov ocupa a posição de chanceler há 19 anos. O informação sobre o contingente de segurança da autoridade estrangeira é comunicada previamente ao governo federal. No Brasil, além da equipe própria de agentes, as autoridades estrangeiras podem ter sua segurança reforçada por integrantes da Polícia Federal que mantém uma equipe de proteção a “dignatários”. O tamanho da equipe é vinculado aos riscos pontenciais avaliados pela PF em relação à autoridade.

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Lavrov tem encontro com Lula no Palácio do Planalto. Ele também se encontrara com o chanceler brasileiro, ministro Mauro Vieira, no Itamaraty. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem declarado intenção em estimular conversações sobre acordo de Paz entre os russos e a Ucrânia.

A preocupação do Kremlin com a segurança de Lavrov tem mais ver com a sequência do roteiro do chanceler pela América Latina. Depois da agenda no Brasil, ele vai à Venezuela, onde há cerca de 300 militares russos dando assistência às forças armadas locais -- usuárias de vasto arsenal fornecido por Moscou. Sergei Lavrov também vai a Cuba e à Nicarágua.

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