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Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes

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Apesar da pressão de Lula, candidato do PSB no DF se nega a apoiar PT e registra candidatura

Aliados de Ricardo Cappelli avaliam que seria ‘constrangedor’ presidente pedir que ex-interventor federal desistisse de concorrer depois de ter cumprido missões importantes para Lula após o 8 de Janeiro

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Foto do autor Leticia Fernandes

A pressão do PT para que Ricardo Cappelli (PSB) retire a candidatura ao governo do Distrito Federal e apoie Leandro Grass (PT) não surtiu efeito. O ex-interventor federal após os atos golpistas do 8 de Janeiro conversou nesta semana com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que deu aval à candidatura de Cappelli.

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Como mostrou a Coluna do Estadão, o candidato tem dito que só deixaria de concorrer se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pedisse diretamente, o que não aconteceu. Ele também fez chegar a Lula que, ainda que desistisse do pleito, não aceitaria ser vice de Grass “em hipótese alguma” por causa da histórica resistência ao PT no DF, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro venceu em 2018 e 2022. Leandro Grass foi candidato ao Palácio Buriti em 2022 pelo PV, mas perdeu no primeiro turno para Ibaneis Rocha (MDB).

A equipe jurídica de Cappelli confirmou à Coluna que registrou a candidatura na noite desta quinta-feira, 13. A data limite para o registro definitivo das atas é sábado, 15.

Filiação de Leandro Grass ao PT, em 2025, ao lado do presidente Lula e da primeira-dama Janja da Silva Foto: @leandrograss via Instagram

Ex-interventor fez limpa no GSI a pedido de Lula

Aliados do candidato avaliam que seria “constrangedor” Lula atuar diretamente para tirá-lo do páreo depois de ele cumprir missões importantes para o petista como interventor e como ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em 2023, quando exonerou 87 militares.

Integrantes do PSB e do PT no DF avaliam que Cappelli se saiu bem no primeiro debate, da TV Bandeirantes, enquanto Leandro Grass teve desempenho abaixo da média. Isso aumentou a pressão para que ele se aliasse aos petistas.

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Outro ponto que pesou na investida para que o PSB desistisse de lançar candidato próprio é que a candidatura de Grass, ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tem a simpatia da primeira-dama Janja da Silva, e concorrer ao governo foi uma promessa quando ele se filiou ao PT, em 2025.

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