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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Cidade do interior de SP marca sessão para cassar único vereador de oposição

Vereador de Embu das Artes é alvo de ação no Conselho de Ética após denunciar prefeito por gastos com shows de cantores famosos. Prefeitura afirma que não interfere no Legislativo

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Por Augusto Tenório
Atualização:

A Câmara Municipal de Embu das Artes, no interior de São Paulo, votará em plenário, na próxima quarta-feira, 28, o pedido de cassação do mandato de Abidan Henrique (PSB), o único vereador de oposição. O parlamentar alega ser vítima de perseguição política após afirmar que o prefeito Ney Santos (Republicanos) retirou recursos da saúde e da segurança para financiar o festival Embu Country Fest, que contratou artistas como Wesley Safadão, Leonardo e Jorge e Mateus.

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A sessão para cassar o mandato de Abidan foi marcada nesta semana, após o vereador fazer novas críticas ao prefeito e tentar barrar, judicialmente, o show do cantor Léo Santana, realizado no último dia 18. Procurada, a prefeitura afirmou apenas que “não interfere no Poder Legislativo ou em qualquer outro Poder que não lhe compete”.

O pedido de cassação foi protocolado no ano passado pelo presidente da Câmara, Gilson Oliveira (Republicanos), correligionário do prefeito. Para Oliveira, Abidan quebrou o decoro parlamentar ao dizer que os colegas “fugiram como ratos”, quando não compareceram a uma sessão para debater a realização do festival.

O vereador de Embu das Artes (SP), Abidan Henrique (PSB), diz que prefeito da cidade tirou dinheiro da saúde e da segurança para pagar shows de cantores famosos. Foto: Abidan Henrique

A Câmara Municipal de Embu das Artes tem 17 vereadores, sendo quinze governistas, um de oposição e um independente. Dessa forma, o processo de cassação contra Abidan tramitou de maneira célere: a representação foi protocolada em novembro e já passou tanto na Comissão de Ética quanto na mista, uma espécie de CCJ do Legislativo local.

O vereador sabe que o placar deve ser desfavorável, mas aposta que conseguirá reverter o resultado na Justiça. “Essa cassação é absurda e estapafúrdia. No mérito, estão ferindo o princípio básico constitucional de inviolabilidade da fala do parlamentar”, afirmou o vereador à Coluna do Estadão.

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