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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

PT quer sair do “fundo do poço” a que chegou nas eleições de 2020 e traça estratégia para 2024

Coordenador do GT Eleitoral do partido contou à Coluna as prioridades para as próximas eleições

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Por Augusto Tenório

Depois de chegar ao “fundo do poço” nas eleições de 2020, como admite o próprio coordenador nacional do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, senador Humberto Costa (PE), o partido corre para traçar as estratégias para a campanha de 2024.

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A avaliação negativa da sigla sobre o pleito passado é baseada no desempenho eleitoral da legenda. Em 2020 o PT não elegeu prefeitos nas capitais, pela primeira vez desde a redemocratização do Brasil.

“O sentimento generalizado é que o partido, nas eleições de 2020, chegou no fundo do poço e agora precisa ter um crescimento significativo nesta eleição”, afirmou à Coluna. Mas, ele evita falar em números. “Não tratamos de meta, vamos ser realistas. Não adianta lançar candidatos no maior número de cidades, sem pernas ou recursos para a campanha”, avaliou.

Humberto Costa (PT-PE). Foto: Beto Barata/Agência Senado

Ideia é fortalecer o PT para 2026

O objetivo vai além de aumentar o número de prefeitos do PT - 183 foram eleitos em 2020. O partido quer se consolidar nos municípios mais importantes do Brasil e formar base eleitoral para 2026.

Ainda há dúvidas se o foco serão as cidades com mais de 100 mil ou com mais de 200 mil eleitores.

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“Tem lugar que a gente não ganha, mas podemos projetar algumas lideranças novas, contribuir para, em 2026, formarmos nomes fortes e competitivos para garantirem lugares na Câmara dos Deputados”, diz Humberto Costa.

Como mostrou a Coluna, um dos medos da legenda é não deixar a disputa pelas prefeituras contaminar a relação com partidos no Congresso. O União Brasil, por exemplo, só pretende lançar candidatos e compor alianças com perfil de centro-direita ou direita.

O Planalto não quer rivalizar ainda mais com a legenda, que tem três ministérios no governo. Também há preocupação em não abrir espaço para rompimento com legendas que estão no coração do governo, como o PSB, que quer candidaturas em capitais como Recife (PE) e em São Luís (MA).

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