EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
Foto do(a) coluna

Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Governo rebatiza ato do 8 de janeiro após insatisfação no Congresso e em aceno ao STF

Em um primeiro momento, o evento seria chamado de “Democracia Restaurada”, mas o nome oficial agora é “Democracia Inabalada”

PUBLICIDADE

Foto do author Eduardo Gayer
Foto do author Roseann Kennedy
Por Eduardo Gayer e Roseann Kennedy
Atualização:

O governo federal rebatizou o ato para marcar o primeiro ano dos ataques golpistas de 8 de janeiro depois de aferir uma grande insatisfação entre parlamentares. Em um primeiro momento, o evento seria chamado de “Democracia Restaurada”, mas o nome oficial agora é “Democracia Inabalada”. Com a mudança, o Palácio do Planalto também fez um aceno ao Supremo Tribunal Federal (STF), unificando a proposta da solenidade de “aniversário”, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a uma campanha lançada pela Corte logo após as depredações que tinha o mesmo nome.

O presidente Lula com outros chefes de poderes durante a cerimônia de promulgação da reforma tributária. Foto: FOTO: WILTON JUNIOR/ ESTADÃO

PUBLICIDADE

O nome Democracia Restaurada gerou insatisfação até mesmo entre lideranças próximas ao governo. A argumentação é a de que a democracia brasileira não foi corrompida para ser restaurada, mas, na verdade, resistiu à intenção golpista dos manifestantes. O governo concordou com a tese e deu um novo nome ao evento, cujos convites são distribuídos em nome do presidente Lula, do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, os chefes dos Três Poderes.

Como revelou a Coluna, o Planalto queria chamar o ato da próxima segunda-feira (08) de “Democracia Restaurada” em alusão a um vídeo divulgado por Lula no ano passado, em que o presidente classificava os ataques como terroristas.

O ato de 8 de janeiro de 2024 acontecerá no Salão Negro do Congresso Nacional com a presença de ministros do governo, do STF, parlamentares e outras autoridades. A réplica da Constituição, que chegou a ser roubada do Supremo no dia em que a Corte foi alvo dos vândalos, ocupará um lugar de destaque na cerimônia.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.