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BRASÍLIA - O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu procedimento para investigar a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a divulgação de conversas dele com o banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 3, a pedido do Partido Novo.
A legenda defende que Gonet seja afastado de forma cautelar das investigações que miram o banco Master, inclusive a Compliance Zero, sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal federal (STF). Se o pedido for acatado, Gonet será substituído por um subprocurador.
“Enquanto o objeto da apuração alcançar tratativas dirigidas ao Procurador-Geral da República ou a familiar seu, a titularidade da ação penal pública perante o Supremo Tribunal Federal, nesse recorte, não pode ser exercida pelo próprio Procurador-Geral da República, sem comprometer a imparcialidade objetiva exigível da acusação”, diz o pedido.
Relatório da Polícia Federal mostra que o dono do Banco Master lhe enviou mensagens por meio de um intermediário, o advogado Ciro Soares. Nesses diálogos, Gonet aceitou um convite para uma degustação de uísque e charutos em Londres e ainda pediu que seu filho fosse incluído no evento custeado pelo empresário.

“Oba!!!! Tomara que tenha charuto e (uísque) macalan”, disse o procurador logo após aceitar o convite. Essa reunião reservada contou com a presença de outras autoridades, dentre as quais os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Gonet chegou a dizer ainda que sentia saudades de Vorcaro. Também o chamou de “animal” em tom elogioso após o banqueiro consentir com a presença do filho do PGR no convescote em Londres.



