Frigorífico em Goiás põe cartaz que ‘petista não é bem-vindo’ e deputado do PT protocola denúncia

Dono de estabelecimento diz que petista ‘não é bem-vindo’, mas ‘não é proibido entrar’

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Foto do autor Daniel  Weterman

BRASÍLIA — Um açougue em Goiânia colocou um cartaz dizendo que “petista aqui não é bem-vindo” na porta do estabelecimento. O caso levou o deputado estadual Mauro Rubem (PT) a denunciar a empresa ao Ministério Público e ao Procon de Goiás.

O Frigorífico Goiás expõe publicamente o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais. A empresa possui quatro lojas em Goiânia e divulga produtos embalados com a foto de Bolsonaro e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Frigorífico expõe publicamente apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: @frigorificogoias via Instagram

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Nas eleições de 2022, o mesmo estabelecimento fez uma promoção de picanha a R$ 22 o quilo para quem vestisse a camiseta da Seleção Brasileira, em alusão ao número de urna do então candidato Jair Bolsonaro (PL). A prática foi proibida pela Justiça Eleitoral na época.

Na quarta-feira, 24, o parlamentar petista anunciou que protocolou uma representação no Ministério Público e uma denúncia administrativa no Procon após a colocação do cartaz com a frase “petista aqui não é bem-vindo”.

Segundo o deputado, a conduta do açougue é configurada como publicidade abusiva e prática comercial abusiva por recusa injustificada de atendimento.

“Estabelecimento aberto ao público não pode excluir consumidores por ideologia. Quando uma loja escreve que determinado grupo ‘não é bem-vindo’, pratica discriminação e viola a legislação de defesa do consumidor”, afirmou Mauro Rubem em nota.

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Após a denúncia, o dono do frigorífico, Leandro Batista da Nóbrega, publicou um vídeo xingando o deputado. “Petista aqui não é proibido de entrar no Frigorífico Goiás, não. Não é bem-vindo entrar aqui. Isso não significa que é proibido entrar aqui, seu vagabundo.”

Na sexta-feira, 26, em resposta, o deputado do PT divulgou uma nova nota afirmando que cumpriu seu papel como parlamentar ao “fiscalizar e encaminhar às autoridades competentes situações que podem configurar abusos ou ilegalidades.” Segundo ele, o estabelecimento retirou o cartaz depois das denúncias.

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