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Bastidores da política e da economia, com Julia Lindner e Gustavo Côrtes

Programa criado por Damares para o Marajó padece de falta de recursos

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Foto do author Julia Lindner
Por Mariana Carneiro , Julia Lindner e Gustavo Côrtes
Atualização:

Enquanto a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) lança suspeitas sobre mutilação e tráfico de crianças na Ilha de Marajó (PA), sem mostrar provas, um programa apresentado por ela para a região teve a execução orçamentária reduzida em quase 60 vezes. Em 2021, foram empenhados cerca de R$ 3 milhões para o programa Abrace o Marajó, criado por Damares quando era ministra, em 2020. A quantia caiu para R$ 51.000 neste ano. Dos valores pagos, foram R$ 2 milhões em 2021 e zero até outubro deste ano. No ano passado, na ONU, Damares disse que o programa seria modelo para a Amazônia, e que o governo iria investir mais de US$ 900 milhões até 2023. Nesta semana, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos citou o Abrace como "resposta à vulnerabilidade social" na ilha.

Damares Alves. Foto: Dida Sampaio/Estadão

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VERBO. A nota da pasta foi elaborada após o Ministério Público Federal cobrar provas de Damares sobre os supostos casos de exploração sexual de crianças no Marajó, que ela revelou durante um culto evangélico no último dia 9. O ministério informou que foram investidos R$ 950 milhões no Marajó pelo governo, mas procurado para comentar a drástica redução orçamentária, não se manifestou.

RESERVA. Damares deixou o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos em abril, quando decidiu se candidatar ao Senado. Foi substituída por Cristiane Britto, que antes era secretária nacional de política para as mulheres.

FOCO. Em 2021, uma reunião na Câmara dos Deputados debateu o programa de Damares. A deputada Vivi Reis (PSOL-PA) criticou a ação por "ter 100 linhas de atuação, sendo a maior parte delas sem orçamento ou cronograma de trabalho definidos".

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Damares Alves e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

PRONTO, FALEI!. Capitão Augusto, deputado federal (PL-SP)

"Doria partiu da desconfiança sobre as ações dos policiais para colocar as câmeras nas fardas. Nenhum outro servidor está sendo fiscalizado dessa forma."

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