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Moraes nega pedido de Mauro Cid para voltar ao Exército e tirar tornozeleira eletrônica

Defesa do ex-ajudante de ordens mostrou receio de que o Exército suspendesse salário de R$ 27 mil que ainda é pago ao militar

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Por Gabriel de Sousa
Atualização:

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de voltar a exercer uma função administrativa do Exército e retirar a tornozeleira eletrônica.

Moraes negou pedido para que Mauro Cid deixasse o Exército e retirasse tornozeleira eletrônica Foto: Geraldo Magela/Agencia Senado

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Cid foi preso no dia 3 de maio, em uma operação da PF que investiga a inserção de dados falsos de vacinação da covid-19. Em 9 de setembro, ele teve o seu pedido de delação premiada homologada por Moraes e foi liberado de um quartel onde estava detido no dia 9 de setembro.

Quando deixou a prisão, Cid teve que cumprir medidas cautelares como se afastar das suas funções como oficial no Exército, utilizar uma tornozeleira eletrônica e a proibição de conversar com outros investigados e de acessar redes sociais. Mesmo afastado das Forças Armadas, o tenente-coronel segue recebendo um salário de R$ 27 mil.

Segundo informações do portal UOL, em uma petição enviada para Moraes, a defesa de Cid argumentou ao STF que o retorno às funções administrativas do Exército não colocaria em risco o andamento das investigações. Sobre o uso da tornozeleira eletrônica, foi dito que o tenente-coronel tem colaborado com a Justiça e que a medida não seria mais necessária.

A defesa do tenente-coronel também mostrou um receio de que o Exército suspenda o pagamento do seu salário de R$ 27 mil, afirmando que tal situação o deixaria em ‘situação de extrema dificuldade financeira”.

“O afastamento compulsório do requerente, por ordem judicial, do exercício de suas funções como oficial do Exército, retira-lhe, de pronto, a possibilidade de prover o sustento familiar, já que é arrimo de família e, ao Exército, é facultado -se não obrigatório-, suspender o pagamento de seus proventos, o que lhe deixaria em situação de extrema dificuldade financeira”, disse a defesa.

Em sua decisão, Moraes afirmou que as medidas cautelares “se mostravam, e ainda revelam-se, necessárias e adequadas” pelo fato das investigações que envolvem o entorno do ex-presidente ainda estarem em aberto.

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“As diligências estão em curso, razão pela qual seria absolutamente prematuro remover as restrições impostas ao investigado, sem qualquer alteração fática da investigação nesse momento”, frisou o ministro do STF.

Em delação, Cid deu informações importantes sobre casos em que Bolsonaro é investigado

Na delação premiada que fez para a Polícia Federal (PF), Cid deu informações importantes sobre informações sobre os casos onde Bolsonaro é uma figura central nas investigações: a venda ilegal das joias sauditas, a fraude nos cartões de vacina no sistema do Ministério da Saúde, a tentativa de golpe de Estado após a divulgação dos resultados das eleições do ano passado e o funcionamento do “gabinete do ódio”.

Como ajudante de ordens, Mauro Cid teve acesso livre ao Palácio do Planalto, estando ao lado do Bolsonaro em entrevistas, lives, reuniões e até mesmo em salas de cirurgias, sendo o braço direito e secretário particular de Bolsonaro nos quatro anos do governo passado. As memórias dele e os acessos que teve tornam a delação um problema para o ex-chefe do Executivo.

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