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Paulo Coelho rebate críticas de Tabata Amaral a Lula após comparação de ação de Israel ao Holocausto

Escritor publica vídeo direcionado para a pré-candidata à Prefeitura de São Paulo com pronunciamento de um judeu filho de vítimas dos campos de concentração

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Por Rafaela Ferreira
Atualização:

O escritor Paulo Coelho rebateu a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) por críticas que a pré-candidata à Prefeitura de São Paulo fez à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparando a operação israelense contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza com o extermínio de judeus feito pelo líder da Alemanha Nazista, Adolf Hitler. Nas redes sociais, Coelho escreveu “Entendeu, @tabataamaralsp? Se não entendeu, leia as legendas” junto a um vídeo de pronunciamento de um judeu filho de vítimas dos campos de concentração.

Paulo Coelho compartilhou um vídeo no qual o homem fala: “Meu falecido pai esteve no campo de concentração de Auschwitz, minha falecida mãe esteve no campo de concentração de Majdanek. Cada um dos membros da minha família foi exterminado. Meus dois pais estiveram na Revolta do Gueto de Varsóvia. Exatamente pelas lições que meus pais me ensinaram e aos meus dois irmãos que não ficarei em silêncio quando Israel cometer seus crimes contra os palestinos. E considero que não há nada mais depreciável que usar o sofrimento e o martírio deles para tentar justificar a tortura, a brutalização, a demolição de casas que Israel comete diariamente contra os palestinos.”

A mensagem publicada por Coelho foi direcionada a Tabata Amaral depois que a deputada criticou Lula, afirmando que “comparar a guerra atual ao Holocausto, no qual 6 milhões de judeus foram sistematicamente assassinados pelo regime nazista, é errado e irresponsável.”

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No último domingo, 18, durante coletiva de imprensa em Adis Abeba, na Etiópia, Lula falou que “o que está acontecendo em Gaza não aconteceu em nenhum outro momento histórico, só quando Hitler resolveu matar os judeus”.

Na ocasião, ele também criticou Israel ao afirmar que Tel-Aviv não obedece a nenhuma decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) e disse que defende a criação de um Estado palestino. Para Lula, o conflito “não é uma guerra entre soldados e soldados, é uma guerra entre um Exército altamente preparado e mulheres e crianças”. “Não é uma guerra, é um genocídio”, completou.

As declarações provocaram uma onda de críticas a Lula no Congresso Nacional. Um grupo de deputados bolsonaristas iniciou o processo de coleta de assinaturas para pedir o impeachment de Lula. O grupo já soma 114 parlamentares e, para eles, a afirmação de Lula é “injustificável, leviana e absurda”. O documento afirma que é crime “cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”.

Nas redes sociais, as deputadas Gleice Hoffman (PT-PR) e Carla Zambelli (PL-SP) também trocaram farpas por causa da declaração de Lula. Gleisi chamou Zambelli de “pistoleira” e afirmou que a deputada é “propagadora de fake news”. Em resposta, Zambelli disse que preferia ser “pistoleira de fato do que amante (de fato?) na lista da Odebrecht”.

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