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Brasil usa mais militares contra a covid-19 do que enviou para 2ª Guerra; 20 morreram

Foram contaminados 7.090 militares que atuam na linha de frente do combate à pandemia

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Por Mateus Vargas

BRASÍLIA - O Ministério da Defesa informou nesta quinta-feira, 25, que cerca de 34 mil militares atuaram durante três meses de operações das Forças Armadas contra a covid-19. O número, segundo a pasta, é superior aos 25,8 mil homens enviados pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Segunda Guerra Mundial.

Equipe composta de militares do Exército, especializados em defesa química e biológica, trabalha na operação de desinfecção e higienização para evitar a proliferação do novo coronavírus Foto: Dida Sampaio/ Estadão

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Foram contaminados 7.090 militares que atuam na linha de frente do combate à pandemia. Destes, 1.544 estão em recuperação e 20 morreram, informou o ministério.

O balanço de atividades das Forças Armadas durante a pandemia foi apresentado nesta quinta-feira, 25, a jornalistas pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo. Os militares realizaram ações como de entrega de insumos para saúde por transporte terrestre e aéreo, descontaminação de 2.600 espaços públicos e entrega de mais de meio milhão de kits de alimentação. Também atuaram em ações de apoio a comunidades indígenas.

Para atuar na emergência de saúde pública, o Ministério da Defesa ativou 10 comandos militares pelo País para acompanhar ações pela pandemia, além de centros de coordenação em Brasília.

Manifestações. O ministro Fernando Azevedo voltou a afirmar nesta quinta-feira, 25, que as Forças Armadas não atuam de forma política. Ele havia sido questionado sobre manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro que cobram, inclusive, um golpe militar. "Se existe alguém que cumpriu regramento jurídico e democrático foram as Forças Armadas. E não vamos nos afastar disso", disse o ministro.

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