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Ministério da Saúde prevê que sistema público passará a ser mais exigido

Pasta vê ‘fase de transição’ do perfil dos pacientes e preocupação maior é com comunidades carentes

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Foto do author André Borges
Por Emilly Behnke e André Borges
Atualização:
SUS precisa de investimento para atender pacientes com coronavírus. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os casos importados da doença não utilizavam, em grande parte, o Sistema Único de Saúde (SUS), indicou Gabbardo. Com a propagação da doença com a fase de transmissão comunitária, Gabbardo opina que o sistema será mais exigido. “Isso vai começar a forçar a resposta do atendimento na rede básica de saúde. Para isso, contratamos mais médicos, ampliamos horários de atendimentos e estamos antecipando nosso cronograma de vacina contra a Influenza”, declarou.

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O secretário falou ainda sobre a preocupação com as comunidades carentes. “A nossa grande preocupação são essas comunidades pelas dificuldades com saneamento, com acesso à água potável, a dificuldade de evitar as aglomerações”, afirmou. Segundo ele, o governo estuda alternativas de deslocamento das pessoas em situação de vulnerabilidade para hotéis, hospitais de campanha e até navios de cruzeiro.

Hoje o novo coronavírus é responsável, segundo dados do Ministério, por 148 internações em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e 116 em enfermarias, em todo o País. Os casos confirmados chegam a 3.417 e 92 mortes registradas.

Mas, em relação aos insumos de prevenção e tratamento da doença, Gabbardo não admitiu falha por parte do governo na aquisição dos itens. Ele destacou que governo se antecipou à crise e citou a aquisição acumulada de mais de 22 milhões de máscaras. “Quando começamos a adquirir (os materiais) a dificuldade no mercado nacional foi grande e nós tivemos que buscar isso em importações e elas estavam fechadas, a China não estava importando”, justificou.

O secretário fez uma ressalva, contudo, para destacar que a distribuição dos materiais não será aleatória. Seguirá a avaliação da real necessidade de cada local. Ele citou ainda que o governo tem licitações prontas e importações encaminhadas para aquisição de unidades de respiradores, equipamento necessário para o tratamento de casos críticos da doença.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, informou que a FioCruz deve aumentar na próxima semana sua capacidade de realização de testes para a covid-19. De acordo com ele, a instituição fez compras com outros países de diferentes modalidades de exame.

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