União Europeia defende uma 'declaração firme' do G-20 sobre mudança climática

Na última cúpula, países concordaram em um documento a favor do cumprimento do Acordo de Paris contra a mudança climática, mas EUA se retiraram do texto

Foto do author Redação
Por Redação
Atualização:

OSAKA - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou nesta sexta-feira, 28, que o G-20 "precisa fazer uma declaração firme" sobre as mudanças climáticas na cúpula que ocorre em Osaka, no Japão.

Jean-Claude Juncker cobrou uma declaração mais firme do G-20 sobre as mudanças climáticas Foto: Patrick Seeger / EFE

PUBLICIDADE

Juncker se pronunciou após ser questionado em entrevista coletiva sobre as expectativas da declaração final que os líderes do G-20 devem fazer nas reuniões de sexta e sábado. "Precisamos de uma declaração firme sobre as mudanças climáticas", disse, lembrando o fiasco do tema na última cúpula, realizada em dezembro do ano passado, em Buenos Aires.

Naquela ocasião, os países concordaram em um documento a favor do cumprimento do Acordo de Paris contra a mudança climática, embora os Estados Unidos tenham se retirado do texto, depois de o governo de Donald Trump decidir deixar unilateralmente o marco multilateral acordado em 2016 na capital francesa.

A previsível oposição americana torna difícil para o G-20 fechar um texto mais substancial em Osaka. Tanto Juncker quanto o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disseram que as delegações ainda trabalham no texto e esperam progredir.

Ambos evitaram dizer se bloqueariam uma declaração final que não foi firme o suficiente, depois que o presidente da França, Emmanuel Macron, ameaçou não assinar o texto de conclusões de Osaka nesse cenário, já que se trata de "uma linha vermelha" para seu governo. "Se não falarmos do Acordo de Paris, e se para chegar a um acordo na reunião do G-20, não fomos capazes de defender a ambição das metas climáticas, será (um acordo) sem a França", disse Macron, na última quarta-feira, 26, em Tóquio. / EFE

Publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.