Abav Expo 2026 mantém espaço para luxo e promove turismo regenerativo a começar pela própria feira

Para cada marca expositora, a organização do evento promete plantar uma árvore na Amazônia. Entre as tendências de viagens de alto padrão estão roteiros ligados à economia criativa

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Foto do autor Carol Poleze
Atualização:

A aposta da feira da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), no Rio de Janeiro, deu certo. A Abav Expo 2026, marcada para São Paulo, terá novamente um espaço dedicado ao segmento. Entre as tendências discutidas pelo mercado durante o evento deste ano estão as experiências personalizadas, roteiros ligados à economia criativa e destinos fora dos já bem conhecidos.

“A gente vai repetir, foi um sucesso bem grande. Tivemos reuniões para comentar sobre a novidade, com sugestões de melhorias, e o resultado foi positivo. A gente vê que o turismo de luxo veio para ficar no Brasil”, afirmou a presidente da Abav, Ana Carolina Medeiros. Na feira no Rio, duas tendências foram crescentes entre as associadas: a especialização das agências em segmentos premium, como luxo, lua de mel e viagens gastronômicas; e a inclusão de lazer doméstico e experiências locais nos roteiros.

Roteiros das agências incluem cada vez mais experiências locais Foto: Embratur

Em 2026, a Abav Expo será realizada em São Paulo, que também recebe a feira em 2028. Serão 2 mil marcas expositoras e a novidade é que será uma feira regenerativa. A organização informou que, para cada marca expositora, plantará uma árvore na Amazônia.

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Luxo com autenticidade

Durante a 52ª edição do evento, foram 15 expositores do segmento luxo e 15 compradores no Abav Exclusive, espaço inserido no Abav Buyers Club, onde empresas de todos os segmentos fizeram cerca de 3 mil reuniões de negócios durante a feira. Grandes empresas do segmento luxo se reuniram, como Queensberry e Qualitours (ambas marcas do grupo BeFly), a rede hoteleira Marriott e a seguradora Omnit.

Espaço Abav Exclusive foi novidade na feira em 2025 reunindo 15 compradores e 15 expositores do segmento Foto: Carol Poleze

Destinos paradisíacos e caros, hotéis com estrutura diferenciada e serviços exclusivos ainda estão na mira do viajante de luxo, mas a busca por experiências autênticas tem ocupado mais espaço. Safari, resorts em ilhas mais isoladas, retiros em tribos tradicionais e exploração da gastronomia, cultura e história local de forma imersiva são os novos luxos.

“A cultura da viagem no Brasil vem sido construída há muitos anos e hoje há muita facilidade de acesso à informação, o que tem despertado nas pessoas desejos que antes não existiam. Há uma busca grande pelos países subsaarianos, como Quênia e Tanzânia, e o sudoeste asiático, como Vietnã e Camboja. Os turistas querem a vivência local”, contou ao Estadão Marco Lourenço, diretor da Queensberry.

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Seguindo essa tendência, a feira apresentou o segmento luxo associado à economia criativa, com roteiros pensados em propósito e estilo de vida. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou a Rota do Combu, no Pará, que oferece experiências imersivas na comunidade local da Ilha do Combu. Os guias são os próprios moradores e o turista vive uma imersão nos costumes locais, conhecendo a cultura do cacau e do açaí.

Estande da Rota do Combu propôs experiência imersiva da cultura local aos visitantes Foto: Ulisses Franceschi/Sebrae

“Esse tipo de rota acaba atraindo muito estrangeiro, que muitas vezes está mais aberto ao turismo de base comunitária, buscando experiências autênticas. Temos 101 desse tipo reunindo todos os Estados brasileiros”, contou a coordenadora de Comércio, Serviços e Economias de Futuro do Sebrae, Ana Clévia Guerreiro.

Recorde de estrangeiros

A 52ª Abav Expo ocorreu no frenesi do recorde de 7 milhões de turistas estrangeiros no Brasil, que pode atingir a marca dos 8 milhões até o fim do ano, segundo a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Investir no receptivo nacional também está em foco no setor, em crescimento.

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“Temos 100 voos toda semana e é o mesmo volume de passageiros brasileiros e internacionais. Antes da pandemia, era em torno de 60% nacionais e 40% estrangeiros. Os turistas ficam mais concentrados nas rotas do nordeste e os brasileiros nas rotas do sudeste”, informou Carlos Antunes, diretor da América do Sul da TAP Air Portugal.

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