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Corpo de militar que morreu no RS é cremado no Rio

Por Heloisa Aruth Sturm
Atualização:

O primeiro-tenente de Cavalaria do Exército Leonardo Machado de Lacerda, de 28 anos, uma das vítimas do incêndio em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi cremado na tarde desta terça-feira no Memorial do Carmo, no bairro do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. O sepultamento da capitã médica Daniele Dias de Mattos, de 36 anos, outra militar carioca que também morreu no incêndio, será realizado na quarta-feira (30), às 14 horas, no Cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio.Lacerda havia sido transferido de Rosário do Sul (RS) para Santa Maria há apenas 15 dias e servia no 1º Regimento de Carros de Combate. Os relatos de amigos que o acompanhavam na noite de sábado eram de que o militar conseguiu sair da boate, mas voltou para ajudar no resgate de outras pessoas e não resistiu à fumaça tóxica que tomou conta do local. O tenente formou-se em 2007 na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), e no ano seguinte mudou-se para o Rio Grande do Sul.Vizinho e amigo da família, Marcelo Moreira disse que o oficial morreu como um herói. "Era um rapaz maravilhoso, amigo de todos, dedicado à família. Os pais e o irmão dele são médicos, e ele sempre quis seguir a carreira militar. Ele era o filho que todo pai quer ter. Morreu como um herói".O coronel Mário Fonseca, do Comando Militar do Leste (CML), também elogiou a atitude de Lacerda. "Esse instinto de salvar vidas é inerente à nossa profissão". O coronel disse que, por seu ato, Lacerda pode receber uma condecoração post mortem.Durante o velório, dez integrantes do regimento de cavalaria do Exército estiveram presentes para prestar homenagens. Por decisão da família, não houve honras militares. "A família está feliz com a nossa presença, mas não quer honras militares. Pra quem já está tocado, as honras militares aprofundam o sentimento de perda", disse o coronel.A capitão médica Daniele Dias de Mattos, de 36 anos, outra militar carioca que morreu em Santa Maria, era cardiologista do Hospital Central do Exército (HCE), em Benfica, zona norte do Rio, desde março de 2011. Antes de se mudar para o Rio, ela morou em Santa Maria e trabalhou no Hospital Universitário da cidade. Daniela tinha uma filha de 14 anos e passava as férias em Santa Maria, onde morava o namorado, também morto no acidente. A médica voltaria ao trabalho nesta terça.

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