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'Decidi operar pela minha saúde'

Mara Aristeu se submeteu a cirurgia aos 17 anos

Por Ocimara Balmant
Atualização:

Apesar de já apresentar quadro de obesidade mórbida desde os 14 anos de idade, a adolescente Mara Miriã Feliciano Aristeu, hoje com 18, não se importava muitos com as dezenas de quilos sobressalentes e só decidiu aderir à cirurgia bariátrica quando o ponteiro da balança começou a marcar 6 quilos a mais a cada mês e chegou à marca de 170. Com 1,72m de altura, seu índice de massa corporal chegou a 57,4 (a cirurgia é indicada a partir de 40) e as doenças crônicas não demoraram a surgir: o excesso de peso lhe causou hipertensão, alterações na tireoide, problemas na cartilagem do joelho e resistência à insulina, isto é, quadro de pré-diabete."Foi por isso, pela minha saúde, que decidi operar. Porque, de verdade, nunca havia me incomodado com o meu peso e não fazia regime. Tanto que não hesitava em usar maiô em vez de short quando ia ao clube. Mas agora, me vendo mais magra, fico feliz, me sinto mais bonita."A cirurgia bariátrica realizada por videolaparoscopia ocorreu no ano passado, quando Mara tinha 17 anos. Mas a preparação começou em 2010, logo após a adolescente completar 16 anos, e incluiu acompanhamento psicológico e uma bateria de exames físicos que a apontaram apta ao procedimento. "Foi bem simples e sem sequela alguma. Depois de três dias eu já estava em casa", conta ela.Em um ano e 20 dias, a adolescente emagreceu 65 quilos, trocou o manequim 64 pelo 52 e a numeração continua a cair. A calça que comprou no mês passado já está larga. A meta é chegar aos 80 quilos, submeter-se a uma cirurgia plástica e entrar em uma calça 48 - quem sabe até uma 46.Para isso, é preciso colaborar. Por isso, além da redução drástica na quantidade de alimentos, ela vai e volta a pé para a universidade onde estuda Engenharia Ambiental, em Ribeirão Preto.No caso de Mara, a obesidade se deve, em parte, a uma herança genética. Sua mãe, Ivone, que também apresentava índices de morbidade, se submeteu à redução do estômago há quase seis anos. "Na minha época, o procedimento foi invasivo, muito mais sofrido e com recuperação bem mais lenta. Fui para casa com três sondas penduradas", lembra.

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