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Podcast 'No Ritmo da Vida': #30 Atuações da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Por Laís Gottardo
Atualização:

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo foi o segundo hospital do Brasil em número de atendimentos de pacientes com Covid-19 durante a pandemia da doença, entre 2020 e 2023. Dulce Cardenuto, diretora superintendente do espaço, conversa sobre este cenário e outros aspectos do trabalho da Irmandade com Antônio Penteado Mendonça.

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A convidada lembra que os mais de 600 leitos do hospital foram quase que integralmente voltados para o atendimento dos pacientes do vírus. "Quando recebia-se o diagnóstico, naquele momento, as pessoas sentiam que já era seu fim. A recompensa para cada um de nós da equipe era liberá-las para casa; isso nos dava força para continuar o trabalho", diz.

No pior momento da emergência em Saúde, Dulce afirma que a cidade de São Paulo acolheu a Santa Casa, que passou a receber doações e outras ajudas não só de civis como de empresas. Terminado o decreto de pandemia, porém, os aportes pararam. De acordo com a executiva, os apoios eram essenciais para complementar os repasses federais - uma vez que a Santa Casa é uma instituição privada que oferece 100% de seu atendimento para o Sistema Único de Saúde.

Cardenuto lembra que, nestes 460 anos de existência da Irmandade, o hospital já superou quadros complexos na área da Saúde, como a Gripe Espanhola (1918), e atendeu combatentes da Revolução Constitucionalista (1932). Até a criação da Febem (Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor, atualmente Fundação Casa - Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), a Santa Casa também era um dos centros de referência na recepção e cuidado de crianças abandonadas, assim como de pacientes de hanseníase, tuberculose e febre amarela.

 
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