PUBLICIDADE

Governo do Quênia é acusado de patrocinar violência

Há alegações de que governo teria contratado milícia para proteger tribo ligada ao presidente Kibaki

Por Da BBC Brasil
Atualização:

O governo do Quênia teria apoiado a violência durante a recente crise após as eleições, segundo informações obtidas pela BBC. Fontes anônimas alegam que foram realizadas reuniões na residência oficial do presidente entre altos representantes do governo e membros da milícia proibida Mungiki. O objetivo era contratar a milícia como uma força de defesa no Vale do Rift para proteger a comunidade Kikuyu, à qual pertence o presidente. O governo se recusou a responder as alegações, que deverão ser investigadas por uma nova comissão parlamentar criada para examinar a recente onda de violência. Teme-se cada vez mais que a violência que levou à morte de 1.500 pessoas e obrigou centenas de milhares a deixar suas casas no Quênia tenha sido organizada pelos dois lados da disputa política. As alegações surgiram às vésperas da abertura do parlamento, na quinta-feira, para preparar o caminho para um novo governo de coalizão. Apesar de o parlamento estar concentrado em resolver as divisões étnicas e criar um governo de coalizão, as alegações do envolvimento do Estado com a proibida milícia Kikuyu - conhecida como Mungiki - não serão ignoradas. Segundo fontes disseram à BBC, as reuniões entre o governo e a milícia ocorreram antes e logo depois das eleições. Uma delas ocorreu antes de um dos confrontos mais aterrorizantes, na cidade de Nakuru, onde as casas de não-Kikuyus foram atacadas por jovens armados com facões. Fontes da milícia afirmam que um braço renegado do grupo esteve envolvido na violência, mas não a milícia em si. Fontes policiais disseram à BBC que nas horas antes dos choques eles receberam ordens para deixar passar pelos postos policiais mini-ônibus alugados transportando homens armados, sem serem revistados. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.