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Jobim diz que governo não poderia ter salvo a BRA

Por Tania Monteiro
Atualização:

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje que o poder público não teria condições de tomar providências para evitar que a companhia aérea BRA chegasse à situação de insolvência. "Não temos condições, estamos em regime de mercado. O contribuinte brasileiro não teria que investir na BRA. Quem teria que investir eram seus investidores", declarou em conversa com jornalistas em Brasília. Jobim disse que a atribuição do governo é outra e que já está trabalhando "na atualização da malha aérea, que entra em vigor em 1º de dezembro (de 2007) e vai até 15 de março (de 2008), porque é período de alta (temporada)". "O que nós nos comprometemos em um primeiro momento é com a questão da segurança, e não se abre mão da questão da segurança em hipótese alguma. Vamos trabalhar para otimizar a regularidade e a pontualidade." Pouco antes, o ministro havia admitido que os passageiros compradores de passagens da BRA para os feriados de fim de ano "enfrentarão problemas". Ao admitir que terá problema quem comprou antecipadamente passagens para as férias de fim de ano, fez a ressalva de que não considera grande o número de passageiros nessa situação. Ele comentou que a BRA possuía apenas de 4% a 5% do mercado e disse que "isso não significa muito". Observou que os 70 mil bilhetes vendidos pela companhia aérea se referem a viagens programadas até o mês de março. Jobim comentou que havia uma indicação de que a BRA estava crescendo no mercado. A empresa detinha entre 4,3% e 4,6% do mercado. "Embora insignificante, apontava para um crescimento", disse o ministro. Segundo ele, o prejuízo causado ao sistema aéreo do País pela insolvência da BRA está no fato de que o País não tem não tem condições de ter uma outra empresa "que pudesse concorrer com o duopólio" (Gol e TAM). "Pretendemos que a Ocean Air cresça com solidez", disse.

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