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Os últimos tupiniquins (A ilusão da Terra sem Males). Leia reportagem de 1976 do Jornal da Tarde

Indìgenas aculturados que viviam da coleta de caranguejos numa aldeia no Espírito Santo diziam ser parentes de D. Pedro II

Foto do author Edmundo Leite
Por Edmundo Leite
Atualização:

Os repórteres Marcos Faerman, Rogério Medeiros e o fotógrafo Claudinê Petrolli viajaram até uma aldeia indígena no interior do Espírito Santo em 1976 para mostrar como era a vida dos Tupiniquins que ali viviam.

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O relato mostrando a descaracterização da cultura indígena tupiniquim, a pobreza e o início da chegada de grandes empreendimentos de plantação de eucaliptos para a indústria de papel rendeu a reportagem “Os últimos tupiniquins (A ilusão da Terra Sem Males)”, publicada em duas páginas no Jornal da Tarde em 30 de março de 1976.

Leia a primeira parte da reportagem abaixo e a segunda parte aqui:

 

Jornal da Tarde - 30 de março de 1976

“Os últimos tupiniquins (A ilusão da Terra Sem Males)”

Reportagem de Marcos Faerman e Rogério Medeiros. Fotos de Claudinê Petrolli.

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Parte I

Sentado em um tronco de árvore, Alexandre Cizenanda, chefe dos tupiniquins, começa a falar da vida. De como sobrevive o seu povo, na aldeia perdida no interior do Espírito Santo,a duas horas da capital.Os dias são iguais, no lugarejo de casas de barro e piso de chão batido. Diariamente, os índios vão pescar no rio Pariquera-açu, no mangue, nas ilhotas. Partem em frágeis canoas. Partem cedo, voltam à tardinha. O índio sai para a mariscada, vende a pesca para o homem do caminhão. O homem do caminhão exige a pesca, sempre -- Esta vida não é boa, não -- diz Cizenanda.

São histórias que o sertão esconde: quem sabe do amor do imperador e da índia? Quem sabe dos jagunços que avançaram com armas na mão sobre as terras dos tupiniquins? Quem sabe das grandes florestas onde os índios caçavam e que estão sendo derrubadas? Quem sabe da grande caminhada dos guaranis , sempre a pé, em busca da terra sem males?

Quem lembrava, ainda, dos índios tupiniquins, que as crianças brancas conhecem nas aulas do primário e do ginásio? Por muito tempo se disse: séculos de contatos com os brancos destruíram os tupiniquins. Eles viviam no litoral, foram amigos dos portugueses. Lutaram ao lado dos portugueses contra os ferozes tupinambás. Nas histórias de nossa infância, os tupinambás eram os vilões, aliados dos franceses. Os tupiniquins eram os bons índios, os amigos.

Mas agora os tupiniquins voltaram. Tenho à minha frente um homem baixo, com uma calça esfarrapada, a cara curtida. Não se parece nada com os tupiniquins dos livros escolares, com suas penas, com suas flechas, avançando em hordas sobre os ferozes tupinambás. Este homem não é um guerreiro. Mas é o chefe dos tupiniquins desta aldeia perdida no interior do Espírito Santo, a duas horas da capital, mas perdida. (Nesta aldeia, de poucas ruas, onde vivem algumas centenas de pessoas --muitos deles são índios.)

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É uma tarde qualquer. Todos os dias são iguais neste lugarejo de casas de barro, piso de chão batido. Todos os dias os homens partem para o rio Piraquê-açu, para o mangue, para as ilhotas, em pequenas canoas. Saem cedinho e voltam à tardinha, isto é religioso. O chefe índio chama-se Alexandre Cizenanda e está sentado num tronco de árvore, após as tarefas do dia. Vai falando baixinho sobre esta vida.

-- O pobre sai na mariscada, se bate no mangue atrás do caranguejo que vende para o homem do caminhão que vem buscar o caranguejo todo dia, todo dia. O pobre sai só com o cafezinho na barriga, sem o feijão, o feijão vem de noite. Esta vida não é boa, homem.

Peixe amigo do demônio

Os barquinhos vêm vindo pela água quieta do mangue . Alguns são tripulados só por homens. Outros têm mulheres, crianças. Famílias inteiras se enfiam na busca ao caranguejo.

" É grande toda vida isto aí" , vou escutando. "Se não souber, se perde aí, se perde no rio ". Os homens se queixam: "É uro aí, dando tapinha nos bichinhos, afundado no barro". No rio Piraqué-açu, tem ainda o perigo do murutucutá.

-- Ê um peixe amigo do demônio , se morde a gente não dura uma lua. É um peixe que parece uma cobra. Dá muito murutucu tá no mangue.

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Alexandre Cizenenda, o chefe, não gosta de falar, mas fala. "Era tudo índio aqui, era tudo índio e tudo vivia na mata: era tudo índio e vivia nas barraquinhas, caçando, fazendo colheita, era tudo índio aqui. Tinha muito abacaxi e tinha muita fruta outra. Café do índio não era café do branco. Era café de cana, café tinindo. O pessoal todo era feliz todo ele."

Pergunto: eram felizes? Ele me olha, admirado : “felizes” .

-- O pessoal era feliz todo ele. Meus avós, meu pessoal, todos feliz, todos na lavoura; os antigos, todos felizes: índio vivia 80 anos, era forte até a morte. Olha aquele ali. É filho do primeiro capitão, pois o capitão era moço, morreu.

Antes os índios viviam tempo, muito tempo. Agora, qualquer doença, índio está morrendo. Índio era feliz, mas depois as companhias foi entrando na terra dos índios, tomaram conta, não é mentira, tomaram conta, pessoal sem ter onde trabalhar, pessoal sem ter o que fazer, sem nada. Tem índio que não come, tem índio que não bebe, não come, não bebe, morre. Morreram muitos. Era pequeno, não cheguei a alcançar as histórias deles, mas contavam muitas histórias sobre coisas muito antigas, mas eu não conheço as histórias, ninguém agora conhece.

O sol está batendo sobre toda a extensão do mangue. Alguns índios pulam sobre a água, nadam. A té os menores deles nadam com perfeição, passaram o dia inteiro enfiados no barro, agora querem brincar. Os mais velhos estão apressados, querem passar os carangueijos para os brancos do caminhão que vão revendê-los por um preço cinco vezes maior, nas cidades próximas -- e irem para casa descansar. Alguns voltam à noite para procurar mais carangueijos no Piraquê-açu.

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A grande caminhada

Um outro índio se aproxima, fica ouvindo. É um homem de uns cinqüenta anos, mas parece muito cansado. É índio, mas não tem jeito de tupiniquim. É um guarani, e se chama Quaraí. Quarai é nome de uma cidade e de um rio no Rio Grande do Sul. Ele é um dos guaranis que, depois de muito caminhar, chegaram ao Espírito Santo. Ele e seus irmãos de tribo caminhavam sem parar em busca de um lugar misterioso e sagrado, onde encontrariam a paz e a abundância, a este paraíso, eles chamavam de "A terra sem Males"

Pouco sabiam da terra sem males a não ser que ela ficava "depois do litoral". A epopéia dos guaranis, andando pelo litoral em busca deste lugar abençoado é uma das muitas histórias sem historiadores que se descobrem no interior do Brasil. Mas sabe-se que os seus antepassados mais remotos viveram na República Guaranítica, erguida por jesuítas no Rio Grande do Sul e destruídas pelas armas da Espanha e de Portugal.

Há muitas teorias sobre esta república de índios. Nela, os índios eram doutrinados para a fé cristã. Esqueciam seus deuses, mas eram mais bem tratados do que em qualquer outro canto do Brasil. Alguns chegam a dizer que nesta república revelou-se uma raça de grandes músicos, que interpretavam pelos Vivaldis. Chega-se a dizer que os índios ali eram felizes.

Mas há muitos séculos a república índia foi destruída. As ruínas estão de pé no Rio Grande do Sul. Os guaranis se dispersaram. Alguns, muito tempo depois, saíram em busca da terra sem males. Nas caminhadas, índios morreram, índios nasceram. O velho Quaraí, que eu vi conversando com Alexandre Cizenanda, às margens do rio, nasceu no Paraná, depois do Paraná, a viagem seguiu, sempre a pé, nesta etapa da viagem, estava à frente dos guaranis Veraguá.

Quaraí lembra que eles ainda pararam em Parati. Lá viveram vários anos. Mas os pagés lhes disseram: a terra sem males fica mais à frente, mais à frente. A marcha foi retomada. E assim chegaram até o Espírito Santo. Era uma grande enseada. Os índios pararam e ficaram olhando para toda aquela água. Só poderiam atravessar com barcos. Isto lhes lembrou uma antiga frase: a Terra sem malas ficava depois do litoral.

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Deus! Não era isto que estavam vendo? Olhem para o outro lado, irmãos. Lá está a terra sem males. Ali os Guaranis encontrarão a paz e todas as coisas boas da vida. Ali, os guaranis deixariam de ser tratados como uma gente inferior. Era isto que eles esperavam, enquanto olhavam para a outra margem. Então, caminharam mais doze quilômetros e chegaram a uma aldeia e esta aldeia tinha muitos índios.

Esquecimento da cultura indígena

Mas não eram índios quaisquer. Eram índios que tinham esquecido quase tudo na condição índia. Tinham esquecido o idioma, os costumes e até quase haviam perdido o jeito de índio. Mesmo assim, os tupiniquins gostaram dos guaranis. E os guaranis gostaram dos tupiniquins. Os tupiniquins ofereceram terras para os guaranis, resolveram viver juntos. Os guaranis iriam despertar nos tupiniquins todo o amor pela condição de índios. E iriam lhes ensinar que um índio é um índio e um branco é um branco.

Mas por que os tupiniquins haviam esquecido até que eram índios? Por que não mais falavam a língua tupiniquim? Por qua apenas seguiam mantendo sua cultura apenas pelo trançado de algumas redas e peneiras, ou sua cerâmica?

Vamos lembrar os livros escolares. E os relatos daqueles viajantes que andaram pelo Brasil no século XVI, XVII, como Jean de Lery ou Hans Staden -- e que depois escreveram histórias tão estranhas que para muitos dos seus contemporâneos só poderiam ter nascido da imaginação de talentosos mentirosos. As aventuras do senhor Hans Staden, por exemplo, são exemplares. Nada ficam a dever aos melhores livros de histórias inventadas de sua época." Arrojadas aventuras no século XVI entre os antropófagos do novo mundo!"

O pobre Hans Staden caiu prisioneiro em meados do século XVI dos ferozes tupinanbás, índios que abominavam os portugueses e se aliaram aos franceses. Hans Staden era alemão, podia ser considerado um neutro, mas não era. Foi capturado entre portugueses e isto o condenou, para os tupinambás. Na sua aventura, ele se vê como um bom almoço ou um bom jantar em potencial para os índios, que iam lhe poupando mas sempre advertindo: qualquer dia nós comemos o senhor.

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Certa vez, o alemão disse a um índio: por que vocês comem os seus semelhantes? O indio deu uma risada e lhe disse : "não sou um homem, sou um jaguar".

A grande esperança de Hans Staden eram... os portugueses... ou seus aliados, os tupiniquins. Então, aí está, os tupiniquins tiveram contato com os civilizados desde o começo da colonização. Até amigos dos civilizados se tornaram. Outros viajantes ilustres descrevem, como o pintor Auguste Biard, da própria corte francesa, um sujeito talentoso, engraçado, que se meteu em muitas trapalhadas, como os tupiniquins já haviam assumido ares "civilizados" no século dezenove.

Joana Martins de Dom Pedro II

E veio D. Pedro II! D. Pedro II, imperador curioso (como se fosse um viajante estrangeiro), chegando ao Espírito santo em 1860, "em viagem de inspeção, e anotando todas as "coisas típicas" em seu Diário, e descrevendo seu encontro com "uma índia velha da tribo tupiniquim", e até recolhendo vocábulos indígenas:

Cabelo ........................ ava

Sol ............................... ara

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Criança ........................ pitan

Lua .............................. iacê.

D. Pedro II seu nome faz alguns índios pensarem nos velhos tempos, caminhando por uma ruazinha de Aldeia Velha, encontro um senhor, tupiniquim, que em poucos minutos de conversa me diz que é parente de Joana Martins. Mas quem foi Joana Martins?, lhe pergunto. Ele me diz: "a Joana Martins de Dom Pedro II!"

Esta é uma das histórias mais famosas entre os tupiniquins, a história da bela índia Joana Martins, "bisavó" do homem que está à minha frente, e que teria sido uma paixão de D. Pedro II, um imperador tão austero, tão diferente de seu pai, famoso por seus (muitos) amores, "rapaz estouvado", se dizia na Corte. Mas D. pedro II! E todos os descendentes da índia, linda, que teria sido levada, carregada para a Corte, dizem: "somos parentes de D.Pedro II".

-- Só pode ter sido bonita, não? -- pergunta o índio.

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E o índio fala que D. Pedro II "deu esta terra à minha bisavó, e o marco é o lugar que diz onde está a terra dos índios", Fala também de um lugar chamado "divisa ", e que o pessoal da Funai falou que tem a pedra da propriedade dos índios"...

A história oficial não registra os amores possíveis do imperador e da tupiniquim, que ficou nasc onversas à beira do rio, nas caçadas nas matas, nos papos à luz dos lampiões a querosene, nesta noite de sertão, onde a luz elétrica é uma promessa distante. Mas o marco de D. Pedro II, este existiu. Muitos viram o marco imperial. Se ele desapareceu, como desapareceu, foi porque, tanta coisa estranha começou a acontecer com estes índios amigos dos portugueses...

Por muito tempo , eles ficaram mais ou menos isolados dos civilizados. E fácil se entender o motivo disso. As suas terras não eram boas... As cidadezinhas mais próximas não se expandiram até as suas terras.

Marco imperial das terras

O marco imperial era respeitado. A queles caboclinhos índios iam levando sua vidinha no mato. Já eram índios distantes de suas raízes, nos tempos do imperador. O curioso imperador vai anotar em seu caderno que os tupiniquins já em 1860 dançavam o congo, e o congo não é "uma manifestação cultural tipicamente indígena ", como diz o relatório de um grupo de professores e estudantes da Universidade do Espírito Santo, que estão estudando os tupiniquins. (Até hoje, o congo é muito importante para eles, como veremos.

E quinze anos depois, emigrantes italianos chegam ao Espírito Santo e vão levar os brancos até mais perto dos tupiniquins. Mesmo assim, eles continuam em sua vida de caçadores. Ainda há muito de tupiniquins naqueles caboclinhos baixos de pele queimada.

No itinerário das desgraças dos índios, pode-se apontar o ano de 1940, quando a área de Caieiras Velha vai ser explorada pela Cia. Ferro e Aço de Vitória. "Mas segundo relatórios pessoais -- diz o relatório universitário -- não chegou a ferir a integridade das matas onde o grupo tupiniquim ainda caçava."

"O grupo volta à tona no final da década de 60 (vai seguindo o relatório), quando do início das grandes plantações de essências exóticas, com fins comerciais, que culminou com a devastação das escassas matas ainda existentes e alterando, de certa maneira, a conduta do grupo de Caieiras velhas.

Em face da aculturação bastante antiga do grupo tanto de Caieiras Velhas como das outras localidades, são escassas as informações culturais que possam ser ditas indígenas. "No que se refere a cerimônias religiosas, praticam cultos cristãos. Seus mortos são enterrados em cemitérios comuns, a maneira dos demais habitantes da região. "Quanto ao idioma, somente uma mulher de Caieiras Velhas se lembra de três palavras que, segundo diz, são de vocábulo tupiniquim.

Durante a rápida pesquisa não pudemos verificar a autenticidade do fato, pois julgamos ser as palavras pronunciadas uma influência dos guaranis, que estiveram por algum tempo na quela região. "As terras de Santa Cruz, por muito tempo consideradas áridas e de pouca utilidade agrícola, de repente passaram por um processo de valorização. Em nome do desenvolvimento, grupos econômicos de reflorestamento foram trazidos para o Estado, tendo início na década de 60, na região, o plantio de eucalipto.

A medida em que a plantação se expandia, os índios passaram a notar o escasseamento da caça e o estreitamento das terras onde livremente plantavam. Dentro de pouco tempo, viram se despojados de seus terrenos e confinados a apenas três mil metros quadrados de área.

De essencialmente agricultor, o grupo transformou-se em coletor. Atualmente vivem apenas da pesca, do escasso dinheiro que as atividades de artesanato lhes rendem, aparentando estado precário de saúde e de higiene . As condições subhumanas em que vivem são imperativo a que alguma providência seja tomada em favor deste grupo minoritário. "

Pastor da Assembleia de Deus e a velha Maria

Os tupiniquins ficaram espiando seus compadres subindo, dando adeus. Em Caieiras Velhas ficou só um guarani, João índio, "capitão" isto é, uma espécie de embaixador. Os guaranis, lá em Minas, juntavam uns dinheirinhos e mandavam para seu embaixador junto aos brancos, e João Índio, com muito sacrifício, ia até Belo Horizonte, até Brasília, se virando, conseguindo mais dinheiro pelo caminho, para pedir que os guaranis voltassem para a Terra sem Males. Esta terra podia não ser paraíso, mas era tão melhor do que outras que tinham conhecido!

Além do que, haveria mesmo uma terra sem males possível para eles? João Índio começou a ficar com muitas dúvidas que lhe eram sopradas no ouvido por um pastor da Assembléia de Deus. João Índio começou a perder a fé na Terra Sem Males. Os seus amigos tupiniquins foram vendo João Índio cada vez maispróximo do pastor, ouvindo o pastor.

Um dia, ele concluiu que não havia a Terra Sem Males! Este mundo era um vale de lágrimas. Brancos, negros e índios, todos deviam sofrer, todos sofriam. Ele abandonou os cultos dos antepassados, a sua visão mística, e passou a sermais um membro da Assembléia de Deus. Tornou se pastor e também foi pregar, combinado com um pastor de Minas, todos os guaranis passaram a se converter à Assembléia, menos a velha Maria, mulher do antigo e poderoso chefe da tribo.

Em Minas, os guaranis só pensavam em voltar para Caieiras Velhas. As terras eram ruins. Era frio. Um dos homens mais importantes da tribo morreu picado por uma cobra no segundo dia de Minas, isto não seria um presságio? Era, foi o que falou a velha Maria, a velha Maria que lutava para que este povo não morresse. Quando tinha um homem e em idade de casar, ela corria, arranjava uma guarani para ele.

A velha Maria que impediu João Índio de casar com uma bonita tupiniquim, nos seus tempos de Caieiras Velhas -- quando vivia sozinho, longe de seus irmãos que estavam em Minas. Até hoje, alguns tupiniquins falam de como João Índio, o guarani, apaixonou-se por uma tupiniquim . Estava que era um bobo, de tanto amor, mas não se casou. A velha Maria não deixou. A tupiniquim também amava o guarani, mas, muito tempo depois, foi viver com outro tupiniquim. A velha Maria, hoje com 90 anos, tem muitos poderes!

[Leia a segunda parte]

Veja também: Acervo Estadão

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