Mais de 30 morrem em queda de avião no Congo

Aeronave destruiu casas ao cair e muitos moradores permanecem desaparecidos.

PUBLICIDADE

Por BBC Brasil
Atualização:

Um avião caiu nesta quinta-feira numa área residencial de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, matando mais de 30 pessoas. O avião modelo Antonov, que teria 27 pessoas a bordo, caiu por volta de 10h30 do horário local (6h30, em Brasília) pouco depois de decolar. Ele seguia para a cidade de Tshikapa, capital da província congolesa de Kasai Ocidental. Mais de dez casas foram destruídas no impacto ou queimadas no incêndio que se seguiu à queda. Há informações de que muitos moradores ainda permanecem desaparecidos. Segundo o correspondente da BBC Arnaud Zajtman, milhares de curiosos estão no local do acidente, o que está dificultando a busca por sobreviventes. Zajtman disse que um membro da tripulação conseguiu pular do avião e se salvar apenas com ferimentos leves. Um porta-voz das Nações Unidas no Congo, Michel Bonnardeaux, disse ter ouvido de policiais que, das 27 pessoas a bordo, apenas duas sobreviveram. "O que não sabemos é quantas pessoas ficaram feridas ou morreram em terra. Trata-se de uma cidade africana, e lá é uma área densamente povoada, quase uma favela, de forma que tememos que o estrago possa ser grande", disse. Ainda não está claro o que pode ter provocado a queda do Antonov. Acidentes aéreos acontecem com freqüência na República Democrática do Congo, onde várias empresas aéreas operam com aeronaves obsoletas. O avião pertencia à companhia aérea congolesa Africa 1, que foi proibida de viajar na União Européia por causa de seu histórico de falta de segurança e manutenção de aeronaves. De acordo com a associação das empresas aéreas africanas, o Congo foi responsável por bem mais de metade dos acidentes aéreos na África nos últimos dez anos. Estatisticamente, um em cada cinco acidentes aéreos fatais acontece na África. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.