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Polícia do DF prende dois por acidente com ônibus clandestino que matou pelo menos 5 pessoas

Homens de 32 e 56 anos foram acusados de homicídio qualificado e lesão corporal

Foto do author Paula Ferreira
Por Paula Ferreira

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu dois homens, um de 32 anos e outro de 56, em flagrante pelo acidente envolvendo um ônibus clandestino e que deixou pelo menos cinco mortos na noite de sábado, 21. Os detidos são o motorista do ônibus e o dono do veículo, que foram acusados de homicídio qualificado e lesão corporal.

De acordo com nota da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), “na fiscalização no posto da PRF, além de constatar a falta de autorização para transporte, foi identificado que o veículo estava sem seguro e com os pneus carecas”. Durante a escolta do ônibus até a rodoviária, onde seria apreendido, o motorista tentou fugir dos agentes, causando o acidente.

Ônibus tombou em Ceilândia, no Distrito Federal. Foto: Corpo de Bombeiros do DF

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Na ocorrência registrada, a polícia narra que o dono do ônibus, que estava em outro veículo e era pai do motorista, informou aos fiscais que o coletivo não iria para a rodoviária e sim para a Polícia Federal. O motorista do ônibus arrancou com o veículo e perdeu a direção, provocando o acidente. Em nota, a ANTT afirmou que, “em nenhum momento, houve perseguição por parte da equipe da Agência”.

De acordo com a agência, “na fiscalização no posto da PRF, além de constatar a falta de autorização para transporte, foi identificado que o veículo estava sem seguro e com os pneus carecas”. A ANTT explicou que é padrão encaminhar o veículo ao terminal rodoviário mais próximo para que os passageiros possam embarcar em outra companhia com os custos bancados pela empresa de origem que teve irregularidade identificada.

Quatro pessoas morreram no local do acidente, uma quinta pessoa chegou a ser transferida para o Hospital Regional de Taguatinga, mas não resistiu. Segundo a Polícia Civil, pelo menos 18 pessoas ficaram feridas.

Como os detidos não tiveram a identidade revelada, não foi possível fazer contato com a defesa.

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