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Policial que investigava milícia é morta em emboscada no Rio, diz corporação

Cabo atuava na corporação há 10 anos e foi morta a tiros na entrada de casa; PM oferece R$ 5 mil por informações sobre o caso, ocorrido na zona oeste carioca

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Por Redação
Atualização:

A cabo Vaneza Lobão, de 31 anos, foi morta na noite de sexta-feira, 24, na Rua Passo da Pátria, em Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro conhecido pela atuação de milicianos. Segundo informações preliminares da Polícia Militar do Estado (PMERJ), a mulher foi vítima de uma emboscada na entrada de onde residia, quando estava dentro do carro. Os autores dos disparos teriam fugido após o crime.

A corporação emitiu uma nota de pesar, em que repudia “veementemente” o que chamou de uma “morte bárbara”. Também postou pedidos em redes sociais por informações sobre o caso, com recompensa de até R$ 5 mil pelo Disque-Denúncia. A policial estava na corporação há 10 anos.

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A 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar foi acionada até o local dos disparos, assim como a Delegacia de Homicídios da Capital. Ainda não há informações oficiais sobre o sepultamento de Vaneza.

Santa Cruz é um dos bairros do Rio com atuação de milicianos e histórico recente de conflitos. Em outubro, a morte de um líder de milícia local esteve entre os motivos apontados para ao menos 35 ataques com incêndios a ônibus e um trem. Em 2018, um confronto entre supostas integrantes de milícias e traficantes deixou feridos na zona oeste carioca.

A cabo Vaneza Lobão, de 31 anos, foi morta na noite de sexta-feira, 24, na Rua Passo da Pátria, em Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio Foto: DPRJ/Facebook

Nas redes sociais, a nutricionista Andreza Lobão disse que sua irmã foi vítima de uma covardia. “O meu coração sangra”, lamentou. “A sua lealdade com os seus jamais será esquecida”, postou.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse ter determinado que a investigação fosse feita imediatamente para “punir com os rigores da lei os culpados”.

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