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Por que a chuva que deixou 12 mortos foi tão intensa no Rio? Entenda

Passagem de frente fria tem ligação com formação de temporal que atingiu a capital fluminense e cidades do entorno

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Por Redação
Atualização:

O temporal que atingiu cidades do Rio de Janeiro, e na sexta-feira já tinha afetado cidades paulistas, ocorreu em razão do avanço de uma frente fria. O deslocamento encontrou uma área de baixa pressão, de acordo com explicação do meteorologista Heráclito Alves, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), favorecendo as fortes chuvas. No Rio, 12 morreram; em São Paulo, houve duas mortes.

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“Esses temporais no Sudeste entre a noite de sexta-feira e a noite de ontem (sábado) já estavam previstos desde a semana passada”, explicou Alves. O resultado da frente fria com a área de baixa pressão, acrescentou, “é a formação de nuvens de temporais e muita chuva”.

“Além disso, tivemos temperaturas muito altas ontem, o tempo muito abafado, o que ajudou ainda mais a intensificar as chuvas. Por isso, em alguns lugares, tivemos temporais com muito volume de chuva em pouco tempo e isso traz transtornos tremendos”, ressaltou.

Temporal causou alagamentos na cidade durante a madrugada Foto: Bruno Kaiuca/AFP

A estação meteorológica de Anchieta atingiu o acumulado de 259,2 milímetros de chuva no período de 24 horas, o recorde em toda a série histórica do Sistema Alerta Rio (desde 1997) naquela estação meteorológica. O acumulado foi aproximadamente 40% maior do que a média histórica de janeiro naquela região - em apenas um dia choveu 138,4% da média de janeiro.

No Rio, a prefeitura decreto estado de emergência em decorrência dos estragos provocados na cidade. A Avenida Brasil chegou a ficar totalmente bloqueada, tendo sido liberada somente no início da tarde deste domingo. O temporal foi mais intenso em bairros da zona norte e nas cidades da Baixada Fluminense.

Onde aconteceram as mortes pela chuva no Rio?

  • Em Ricardo de Albuquerque, um homem foi vítima de um desabamento provocado por um deslizamento de terra, na madrugada deste domingo, na Rua Moraes Pinheiro.
  • Em Acari, uma mulher adulta foi encontrada morta na Rua Matura, 279, possivelmente vítima de afogamento.
  • Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, outra vítima feminina foi resgatada em um rio, próximo à Rua General Rondon. Na mesma cidade, um homem foi à obito por afogamento na Rua Patricia Cristina, em Vila São Luis.
  • Em São João de Meriti, também na Baixada, um homem foi vítima de uma descarga elétrica na Rua Neuza. Na mesma cidade, autoridades registraram um afogamento. Uma terceira vítima foi confirmada nesta segunda-feira, em São Mateus.
  • Em Comendador Soares, próximo à passarela da Rua Bernardino Melo, outro homem foi resgatado sem vida por militares, com sinais de afogamento.
  • Em Belford Roxo, outra morte foi registrada.
  • Em Duque de Caxias, houve três mortes. Um homem foi vítima de descarga elétrica na Rua Marquês de Paranaguá e outro morreu pela mesma razão na Rua Dona Alice Viterbo, em São Bento. A terceira vítima foi uma mulher atingida por um soterramento na Estrada de Botafogo.

O meteorologista acredita que, a partir de agora, a tendência seja de redução da intensidade de chuva ao longo da semana, com o deslocamento da área de baixa pressão para o oceano.

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Na sexta-feira, o temporal deixou duas pessoas mortes em São Paulo. Um idoso morreu após um soterramento em São Bernardo do Campo. Além dele, uma criança morreu quando uma enxurrada atingiu um veículo na cidade de Juquitiba, no interior. Na semana passada, um homem de 62 anos morreu eletrocutado ao ser atingido por um fio durante um temporal em Moema, na zona sul da capital paulista.

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