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Produção aumenta mas indústria do Brasil ainda tem contração--PMI

Por Camila Moreira
Atualização:

A produção industrial brasileira registrou em setembro o primeiro aumento após cinco meses de queda devido a uma redução dos pedidos em atraso, desacelerando o ritmo de contração verificado no setor pelo sexto mês seguido, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras de Produção Industrial (PMI) divulgada nesta segunda-feira. Em setembro, o PMI compilado pelo instituto Markit atingiu 49,8, ante 49,3 em agosto, permanecendo abaixo da marca de 50 que separa contração de expansão. De acordo com o Markit, a produção subiu apesar de nova queda no volume de novos pedidos porque as empresas reduziram os pedidos em atraso e se prepararam para o lançamento de novos produtos. A taxa de redução dos trabalhos em processamento, mas ainda não concluídos, foi moderada mas se acelerou ante agosto. Cerca de 5 por cento das empresas monitoradas indicaram uma queda de pedidos em atraso, enquanto 93 por cento não relatou mudanças. Já o volume de novos pedidos recebidos pelas indústrias do país registrou contração pelo sexto mês seguido. Entre os entrevistados, 76 por cento indicaram ausência de mudança em relação do mês anterior. "As evidências sugeriram que os volumes de pedidos recebidos caíram devido ao enfraquecimento persistente da demanda", explicou o Markit. Em meio a isso, foram registradas perdas de emprego no setor industrial em setembro, com contração das contratações pelo sexto mês seguido. Segundo o Markit, os fabricantes explicaram que os valores das folhas de pagamento foram reduzidos de acordo com a demanda mais fraca. A indústria também continuou registrando inflação nos custos de insumos pelo 37o mês seguido, segundo as empresas acompanhando a alta de preços do mercado em geral. Houve destaque para os preços mais elevados do aço e das matérias-primas. Embora fraco, o ritmo de crescimento da produção industrial, aliado ao setor varejista, ajudou a economia brasileira a iniciar o terceiro trimestre com desempenho um pouco mais forte que o esperado, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). A confiança do setor também avançou em setembro, atingindo o maior nível desde julho de 2011, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na terça-feira os dados de agosto da produção industrial brasileira.

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