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Baleia é encontrada morta no RJ e alerta para riscos do turismo desregulado

Durante a temporada migratória, especialista da Sea Shepherd Brasil cobra fiscalização e alerta para estresse causado por embarcações fora das normas

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Foto do autor Alice Ferraz
Foto do autor Malu Mões
Foto do autor Lais Romagnoli
Atualização:
Em plena temporada de migração desses animais, que vêm da Antártida em busca de águas quentes para reprodução, cresce também o risco de um turismo de observação sem controle. Foto: Pedro Kirilos

A temporada de migração das baleias — que saem da Antártida em busca de águas mais quentes — está a todo vapor. Mas o avistamento de uma jubarte morta no litoral do Rio, na última segunda-feira (21), acendeu o alerta entre ambientalistas. Não apenas pela fatalidade, mas pelo aumento de avistamentos em áreas costeiras sem o devido preparo para recebê-las.

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“Vemos vários barcos cercando as baleias, encurralando-as e gerando estresse desnecessário”, diz Nathalie Gil, presidente da Sea Shepherd Brasil. As regras de convivência já existem — distância mínima de 100 metros, no máximo dois barcos por grupo e tempo de observação controlado — mas a fiscalização ainda engatinha.

O número crescente de baleias, explica Nathalie, tem a ver com a recuperação da espécie desde a proibição da caça baleeira nos anos 80. A visibilidade também aumentou: hoje, qualquer celular na mão de um banhista pode transformar uma aparição em viral e atraem mais barcos à região. Já sobre a aproximação maior à costa, ainda não há consenso, tampouco indícios sobre as mudanças climáticas.

A diminuição da quantidade de krills — o principal alimento das jubartes — na antártica é o mais provável, porque alteram o comportamento das baleias, que talvez estejam buscando alimento também por aqui. “Estamos vivendo um momento-chave. Precisamos aprender a conviver com elas”, resume Nathalie.