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MIS apresenta exposição sensorial e inédita sobre o Holocausto

‘A tragédia do Holocausto: a vida de Julio Gartner’ conta a história do genocídio do povo judeu a partir da história de um sobrevivente da tragédia

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Por Redação
Atualização:

O Museu da Imagem e do Som (MIS) abre as portas da história na exposição inédita A tragédia do Holocausto: a vida de Julio Gartner, que receberá o público a partir de 9 de março. A mostra sensorial inédita acontece em dois atos e levará aos visitantes o registro histórico da Segunda Guerra Mundial e do terror vivido pelo povo judeu ao percorrer os ambientes, locais e cenários marcantes que compõem a trajetória do personagem central, desde sua adolescência até a chegada ao Brasil. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia); sendo gratuito às terças-feiras e para crianças até 7 anos.

Cerca de seis milhões de judeus morreram nas mãos do regime nazista nos anos 1940. Foto: Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos/Cortesia Archiwum Panstwowe w Krakowie

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No primeiro andar, A tragédia do Holocausto: a vida de Julio Gartner apresenta o que foi o Holocausto por meio da história real de Julio Gartner, polonês radicado no Brasil, sobrevivente das atrocidades do regime nazista, que faria 100 anos este ano.

No segundo ato da mostra, há uma homenagem especial a alguns personagens denominados “Anjos do Holocausto”, cidadãos comuns que se dedicaram à ajuda de judeus perseguidos e presos - dentre eles o alemão Oskar Schindler, o britânico Nicholas Winton e a brasileira Aracy Guimarães Rosa.

“O Holocausto foi um evento único na história, em que um Estado organizou de forma industrial o extermínio de um povo”, afirma o curador e diretor-geral do MIS, André Sturm, em nota. “O que o diferencia de qualquer evento histórico é a organização: ferrovias foram criadas, campos de extermínio foram construídos. Foi desenvolvida uma forma eficiente para assassinar pessoas. Isso tudo só foi possível porque parte considerável do mundo (França, Romênia, Polônia, Alemanha) colaborou com esse processo”, continua.

A exposição reproduz - utilizando cenografia, vídeos, fotos, sons e efeitos - pontos e locais marcantes na história do Holocausto (Gueto de Cracóvia; câmara de gás em Auschwitz; vagão de trem que levava aos campos de extermínio; crematório de Melke; túneis e minas de Ebensee, entre outros). Também são apresentadas fotografias e objetos originais cedidos pelo United States Holocaust Memorial Museum, entre outras instituições.

“A ascensão do nazismo na Alemanha, carregada de ódio e preconceito, aliada à xenofobia da superioridade da raça ariana, desembocou no Holocausto, o genocídio judeu, palavra criada após a Segunda Guerra Mundial que significa a destruição de um povo e sua cultura”, diz Marcio Pitliuk, cocurador da exposição. “Que este triste exemplo sirva de lição para que sejam combatidas todas as ameaças às liberdades individuais e que os discursos de ódio sejam eliminados pela raiz, antes que cresçam e se espalhem”, finaliza.

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