Ativistas ambientais jogam tinta na entrada do La Scala em Milão

Eles protestaram contra a indiferença das instituições diante das mudanças climáticas na abertura da temporada de ópera do teatro

PUBLICIDADE

Foto do author Redação
Por Redação
Atualização:

AFP - Ativistas ambientais jogaram tinta na entrada do prestigioso teatro de ópera La Scala de Milão nesta quarta-feira, 7, para protestar contra a indiferença das instituições diante das mudanças climáticas.

PUBLICIDADE

O protesto foi organizado por ocasião da noite de gala de abertura da nova temporada nesta quarta-feira, 6, com a ópera Boris Godunov de Modest Musorgsky, uma ousada parábola do poder dos czares na Rússia.

Cinco ativistas climáticos do grupo Last Generation jogaram baldes de tinta na fachada do teatro e dentro do pórtico pouco depois das 7h30 (03h30 no horário de Brasília), segundo um fotógrafo da AFP. 

Duas pessoas seguravam cartazes que diziam “Last Generation: sem gás e sem carbono”.

“Decidimos jogar tinta no La Scala para pedir aos políticos presentes no espetáculo desta noite que tirem a cabeça da areia e façam algo para salvar o povo”, escreveu Last Generation em nota. 

A polícia prendeu os ativistas depois que eles jogaram tintas rosa e azul, que também mancharam a calçada.

Ativistas ambientais protestam em frente ao La Scala, um dos principais teatros da Itália Foto: Ultima Generazione/Via Reuters

Uma equipe de funcionários do La Scala imediatamente começou a lavar a fachada do teatro central com mangueiras e a tinta foi completamente removida. 

Publicidade

O grupo Last Generation, que realizou outros atos de protesto em vários museus da Europa, pede à Itália mais investimentos em energia renovável e reduza as emissões de carbono. 

“Para evitar a miséria do seu próprio povo e preservar as pessoas, as casas e os negócios, que correm o risco de inundações e ondas de calor cada vez mais frequentes, o governo deve agir agora”, clamaram, referindo-se ao recente deslizamento de terra causado por chuvas torrenciais na ilha de Ischia e que causou a morte de 12 pessoas.


Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.