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Casa Bona de Música reabre para shows, agora no bairro do Sumaré

Casa de show, que vai abrigar novos talentos da música brasileira, terá capacidade para 120 pessoas e um bar independente

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Foto do author Danilo Casaletti
Por Danilo Casaletti
Atualização:
Os proprietários Manuela Fagundes e Kike Moraes no novo palco do Bona Foto: Tiago Queiroz

Quem for assistir a um show a partir desta quarta-feira, 3, no novo endereço da Casa Bona de Música, no bairro do Sumaré, talvez não saiba que no lugar onde agora estão instalados o palco e a plateia funcionava, até meados do ano passado, uma oficina mecânica.

Com um projeto assinado pelo arquiteto Fabio Marins, o mesmo que configurou o antigo endereço – em Pinheiros, onde a casa funcionou até o final de 2022 –, o espaço ganhou um mezanino com mesinhas a partir do qual é possível enxergar, com conforto, o novo palco lá embaixo. Na plateia térrea, um espaço versátil para shows com mesas e cadeiras ou de pista.

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As paredes são de tijolos aparentes. Em uma das laterais, duas janelas antigas – tudo o que sobrou da demolição do imóvel que abrigava o Bona desde 2017. O local foi vendido para dar espaço a um empreendimento imobiliário, como tantos que estão sendo erguidos em Pinheiros.

LUGAR PACATO. Os proprietários da casa, Manuela Fagundes, Kike Moraes e e Gustavo Luveira acharam o novo imóvel (na verdade, são três) por puro acaso, em uma pacata rua do Sumaré. Um deles era um restaurante por quilo muito frequentado por artistas e funcionários que trabalhavam ali perto, na antiga MTV, virou a entrada principal do novo Bona. Uma segunda casa vai abrigar escritório, camarim e cozinha. Um bar dividido em três decks vai atender mesmo clientes quem não queiram entrar para o espaço de shows.

Ampliar a capacidade era quase uma obsessão de Manuela. Os 90 lugares do antigo espaço, para ela, eram insuficientes. Com a mudança de endereço, a casa contará com 120 – ou 200, se o show for de pista.

“Com isso, podem se apresentar tanto artistas maiores, que querem fazer mais shows intimistas, como artistas menores que enchem 120, mas não encheriam 500 ou 600, garante a empresária.

Na nova configuração, o Bona se iguala, por exemplo, à Casa de Francisca, casa de shows e restaurante que funciona dentro do Palacete Teresa, na rua Quintino Bocaiuva, na região central da cidade.

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PROGRAMAÇÃO. Para o mês de reabertura, o Bona programou atrações que flertam com a chamada nova MPB. São os casos de Chico Chico – o show dele, que será em formato pista, no dia 5 de maio, já está com ingressos esgotados, e de Jota.Pê, artista que, em breve, lançará seu primeiro trabalho solo. Ele cantará na casa acompanhado por Xênia de França e Pedro Altério, no dia 6.

O músico Jota.pê. Ingressos esgotados para o show de maio.  Foto: Bruno Silva

A casa também se abrirá a outras gerações. No dia 3 de junho, por exemplo, quem se apresenta por lá é a cantora Alaíde Costa, de 87 anos. A vanguarda paulistana estará representada por nomes como Mário Manga, presença já tradicional na casa, também atração do mês de maio. Ná Ozetti cantará no mês de julho. Cida Moreira é outra artista que está nos planos do Bona.

“Entendi que o Bona trabalha com as novas gerações da MPB, artistas que estão começando a aparecer, mas também me preocupo em sustentar essa diversidade geracional. Somos uma casa da canção”, diz Manuela, responsável pela curadoria.

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