Supermercados: alimentos perecíveis devem subir até 8% em setembro devido à alta no diesel

Avaliação é da Associação Brasileira de Supermercados (Abras); valor do combustível representa cerca de 50% dos custos operacionais dos produtores do setor de hortifrutigranjeiros

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Por Talita Nascimento

O vice-presidente institucional da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, afirmou que os produtos hortifrutigranjeiros (ou perecíveis) devem ter reajuste de preços entre 5% e 8% já em setembro. A alta é devida à subida de preços do diesel, que representa cerca de 50% dos custos operacionais dos produtores desse setor.

Milan explica que outras categorias de produtos também devem ter aumentos ligados ao custo do diesel, mas que isso depende dos estoques de cada segmento e que em cadeias produtivas mais longas, como a industrial, a alta tende a ser mais lenta e não tão imediata.

De todo modo, a indicação é que o aumento de 16,2% na gasolina e de 25,8% no diesel em agosto pode ter influência na cesta dos produtos que haviam chegado a menor patamar de preço em 17 meses.

A cesta Abrasmercado (que reúne 35 produtos de larga escala) teve preço de R$ 741,23 em agosto de 2023. O valor teve queda de 1,51% em julho ante junho deste ano.

Alta no preço do diesel se reflete no preço dos alimentos de forma mais rápida Foto: DANIEL TEIXEIRA / ESTADÃO

Consumo

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O consumo de itens de supermercados nos lares brasileiros subiu 3,37% em julho, na comparação com o mesmo período de 2022. No acumulado do ano até julho, a alta é de 2,52%, segundo dados da associação.

Milan lembra que a projeção para o ano completo de 2023 é de crescimento de 2,5%. Essa previsão, a princípio, está mantida. “Escolhemos ser conservadores. Quando olhamos os últimos meses de 2022, houve crescimento acima do que já atingimos neste ano. Nos próximos meses, vamos avaliar se aumentaremos a projeção de crescimento”, afirmou.

De janeiro a agosto, o setor supermercadista teve 438 lojas inauguradas. Destas, 187 são lojas novas e 251 reinaugurações. Dos novos estabelecimentos, 105 são supermercados, e 82, atacarejos.

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