Anvisa suspende venda do "Meleca Louca"

O brinquedo "Meleca Louca", fabricado pela Glasslite, teve sua venda suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária por conter ácido bórico em sua composição. Esta substância pode causar intoxicação e insuficiência renal.

PUBLICIDADE

Por Agencia Estado
Atualização:

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde determinou hoje a suspensão da comercialização do brinquedo "Meleca Louca", fabricado pela Glasslite S/A Indústria de Plásticos. O produto contém ácido bórico ou bórax, substância proibida pela Anvisa desde abril do ano passado. O fabricante ainda pode ser multado em até R$ 1,5 milhão. Apesar de o brinquedo não fazer parte dos produtos sob fiscalização da Anvisa, a proibição foi feita porque se trata de um caso de saúde pública. De acordo com a Anvisa, se este ácido for utilizado em alta concentração, pode causar intoxicação no organismo, alterações gastro-intestinais, hipotermia (queda da temperatura do corpo), erupções cutâneas e insuficiência renal. O bórax era comumente encontrado em pomadas, talcos e cremes usados contra assaduras e brotoejas em crianças. O brinquedo, segundo dados da Anvisa, é composto por resina, cola branca, corante, além de ácido bórico na quantidade de 5 gramas. A mistura transforma-se num tipo de geleia muito utilizada por crianças em várias brincadeiras. O bórax tem a finalidade de dar consistência à esta geleia. A presença da substância no brinquedo "Meleca Louca" foi denunciada por um toxicologista de São Paulo. A venda deve ser suspensa imediatamente. O fabricante tem um prazo de 48 horas para prestar esclarecimentos sobre o uso da substância no brinquedo. Se não cumprir poderá ser autuado recebendo multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. A fiscalização nos pontos de venda deve ser feita pelas vigilâncias sanitárias estaduais. Energético A Anvisa também determinou a apreensão do energético, em cápsulas, Power Up, produzido pela empresa Ross Belt do Brasil Química Farmacêutica Ltda, localizada em Curitiba. O produto não é registrado na Agência. Em dezembro, a Anvisa já havia apreendido o mesmo Power Up, fabricado pela empresa Krys Belt do Brasil Indústria e Comércio, de Londrina (PR).

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.