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Banco dos EUA reduz o Brasil em carteira de títulos

Por Agencia Estado
Atualização:

O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs fez alterações na carteira-modelo de bônus da dívida de mercados emergentes, reduzindo a exposição a diversos países da América Latina, inclusive o Brasil. Em comunicado, o banco disse que está fazendo as mudanças "para refletir nossa posição de precaução com relação à América Latina." Rússia e Brasil continuam sendo os países com maior recomendação de "acima do mercado" e "abaixo do mercado", respectivamente. O banco aumentou a recomendação "abaixo do mercado" do Brasil em 50 pontos-base para -3,5%, citando o crescente nervosismo antes das eleições presidenciais de outubro. "Como os candidatos de oposição continuam liderando as pesquisas, a crise de confiança aumentou nos últimos dias", disse o Goldman. O banco de investimento cortou o Equador para "nível de mercado" de uma recomendação de 2% "acima do mercado", citando o enfraquecimento das expectativas acerca de um programa de ajuda do Fundo Monetário Internacional. O Peru também foi rebaixado de 1% "acima do mercado" para "nível de mercado", à medida que o presidente Alejandro Toledo luta para manter o apoio a políticas que voltadas ao mercado. Ao mesmo tempo, o Goldman elevou o peso do México em 50 pontos-base para 2,5% "acima do mercado", argumentando que o país "está em melhor posição na América Latina para resistir a um potencial contágio de seus vizinhos do sul." Entre outras ações, o banco elevou a Colômbia de 1,5% "abaixo do mercado" para "nível de mercado", na expectativa de que o presidente eleito, Alvaro Uribe, anuncie medidas para apertar as finanças. O Uruguai passou de 1% "abaixo do mercado" para "nível de mercado?, enquanto a Argentina passou de 2% para 1,5% "abaixo de mercado". A Rússia tem um peso de 4% "acima do mercado". Catar é o terceiro país com maior peso "acima do mercado", com 2% "acima de mercado", 50 pontos-base abaixo do que o México.

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