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Brasileiros abrem empresa nos EUA para exportar software

Por Agencia Estado
Atualização:

Um dos principais desafios enfrentados pela indústria brasileira de softwares para exportar aos Estados Unidos é o preconceito. Para vencer essa barreira, 14 empresas de software decidiram deixar de lado suas marcas e formar em conjunto o Núcleo de Exportação de Tecnologia (Next). Segundo o presidente da E-Safetransfer - empresa que faz parte do Next -, Neissan Monadjem, a estratégia é abrir uma companhia em território norte-americano com capital 100% brasileiro, mas "cara, nome e presidente totalmente americanos". O executivo afirma que ainda há muito preconceito contra o programa de computador feito no Brasil. "Ninguém associa nosso produto à alta tecnologia, apesar de sermos muito avançados na área de software financeiro. É uma barreira a mais que temos de enfrentar", diz. Com o Next, os brasileiros pretendem enfrentar a concorrência dos três Is - Índia, Israel e Irlanda. A estimativa de vendas dos empresários brasileiros para os Estados Unidos é de US$ 50 milhões ao ano, na forma de projetos de softwares desenvolvidos no Brasil. A única desvantagem de formar uma empresa conjunta, segundo Monadjem, é que as marcas próprias brasileiras de cada empresa serão anuladas. Em compensação, 14 empresas juntas podem arcar com os custos de manter uma companhia nos Estados Unidos, que podem chegar a US$ 300 milhões. A idéia de fundar uma empresa nos Estados Unidos surgiu no segundo semestre do ano passado, após uma reunião de empresários do setor com o embaixador Rubens Barbosa, em Washington. Barbosa é árduo defensor da estratégia de fundar empresas nos Estados Unidos para superar as barreiras impostas pelo país ao comércio. O Next deve entrar em operação ainda neste ano, se não houver imprevistos. Fazem parte do grupo em sua fase inicial as empresas Apyon, Bankware, CPM, E-Safetransfer, Impactools, Mintter, Módulo, Ecoxx, Open Concept, Paradigma, Politec e TMS. A Scopus e a Eversystems também foram convidadas e devem participar.

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