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Bravo, de renegociação de dívida para negativados, dobra aposta no Brasil

Projeção de crescimento para este ano, de 50%, eleva a carteira para US$ 45 milhões

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Foto do autor Cynthia Decloedt
Especializada em renegociação de dívidas para pessoas físicas negativadas, empresa acredita que Brasil pode estar entre suas maiores operações  Foto: LC Leite/AE

A Bravo, empresa de renegociação de dívidas para pessoas físicas negativadas, está dobrando sua aposta no Brasil. A companhia, de origem mexicana e com presença na Colômbia, Espanha e Portugal, chegou ao País em 2022 e considera ter agora musculatura para dar passos mais largos.

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Para este ano, a projeção é de um crescimento próximo a 50% de sua carteira de dívidas administradas no Brasil em relação a 2024, para US$ 45 milhões, montante que equivale a 4,5% da carteira global estimada em US$ 1 bilhão. A expectativa da Bravo é de pelo menos repetir esse crescimento no Brasil em 2026 e acredita que o País poderá ser a principal carteira das operações da companhia globalmente.

A Bravo nasceu no México em 2009 e tem entre seus acionistas a Cercano Managment, gestora global criada a partir do patrimônio do cofundador da Microsoft, Paul Allen; a Achieve, empresa norte-americana de renegociação de dívidas e a gestora de private equity espanhola GPF Capital.

Relevância

A proposta da companhia é auxiliar no planejamento financeiro de pessoas físicas que têm dívidas tomadas com mais de uma instituição financeira, de modo a acomodar os fluxos de pagamento em seus orçamentos, negociando diretamente com os credores e, se necessário, provendo liquidez para que as dívidas possam ser quitadas.

Para dar “crédito” novo aos devedores quando necessário, a Bravo capta recursos por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) que têm como maiores investidores a gestora global independente Azimut, o BBVA Spark, braço de inovação do banco espanhol, a seguradora colombiana Sura e a fintech mexicana Alloy Capital.

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No Brasil, a Bravo tem por enquanto 4 mil clientes pessoas físicas ativas, com dívidas sem garantia, que somadas, chegam em média a R$ 50 mil. “Verificamos um crescimento em nossa carteira no Brasil relevante durante 2025 e temos, portanto, base para expandir o negócio ainda mais no País”, disse Ricardo Camarena, co-Country Manager da Bravo no Brasil. Segundo ele, o potencial no Brasil é enorme, uma vez que a população é mais bancarizada do que outras regiões onde a Bravo está presente.

Esta notícia foi publicada no Broadcast+ no dia 17/09/2025, às 12:45.

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