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Grupo Sabará aposta em produtos do extrativismo para crescer aqui e lá fora

Com uma nova fábrica da Concepta Ingredients em Valinhos (SP) a partir de março, participação da marca na receita do grupo deve passar dos atuais 15% para 35% a 40%

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Por Coluna Broadcast Agro

O Grupo Sabará, que fornece ingredientes orgânicos para a indústria de alimentos e soluções para tratamento de água, começa a operar em março em Valinhos (SP) uma nova fábrica da Concepta Ingredients. Com ela, a participação da marca na receita do grupo deve passar dos atuais 15% para 35% a 40% e elevar o faturamento de cerca de R$ 330 milhões ao ano para R$ 500 milhões em dois anos, conta André Sabará, diretor do grupo. O investimento na unidade foi de R$ 25 milhões e deve ampliar o fornecimento de castanhas, frutas, sementes e óleos para a indústria de alimentos e farmacêutica veterinária. A matéria-prima vem dos biomas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Amazônia.

Exportação no radar

O Sabará, que hoje destina às exportações 10% das vendas, prevê chegar a 40% em dois anos. Produtos da Concepta chegam aos Emirados Árabes, Alemanha, Itália, Reino Unido, EUA e Canadá, além da América Latina. “Temos equipes de vendas focadas neles”, diz o executivo.

Integração com biomas regionais

O investimento na nova fábrica mira a inclusão de agricultores familiares e extrativistas. “O Brasil já é muito forte em commodities, mas essa não é a nossa ideia como empresa”, diz Sabará. Os planos para o futuro incluem explorar matérias-primas dos Pampas e do Pantanal, mas sem data para originação.

A nova fábrica da Concepta Ingredients começa a operar em março em Valinhos (SP) em março.  Foto: Grupo Sabará/Divulgação

Respira

A Câmara de Modernização do Crédito do Ministério da Agricultura apresenta esta semana um novo modelo de Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). O fundo deve funcionar como um instrumento de renegociação de dívidas entre produtores e credores, diz Thiago Rocha, presidente da Câmara. “Queremos uma solução que dê fôlego ao produtor, além de alongar dívidas.” Para ele, a quebra de safra e os atuais preços baixos de grãos levarão o setor a buscar novos mecanismos de crédito.

Precaução

A ideia da Câmara é a de que o Fiagro Reorg seja uma alternativa a eventuais recuperações judiciais. Na prática, as garantias imobiliárias dos produtores dadas nas dívidas, como fazendas, entrariam como ativos dos Fiagros. Produtores, tradings, multinacionais de insumos, revendas, bancos e gestores de fundos já mostraram interesse no instrumento, antecipa.

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No mesmo balaio

O AgroApp comemora o interesse do produtor em buscar crédito agrícola 100% digital por meio da ferramenta, que reúne, num só lugar, linhas e condições de empréstimos de 14 instituições financeiras. Desde que o AgroApp lançou o serviço, em agosto de 2023, já foram liberados R$ 133 milhões para 256 produtores, diz Braz Peres Neto, sócio da empresa. “Com um único cadastro o produtor acessa os bancos e fecha o negócio, sem qualquer taxa oculta embutida”, garante.

Crescendo

Para este ano, a perspectiva é triplicar as operações e dobrar o número de usuários, conta Peres Neto, principalmente em linhas de custeio, investimento, estocagem e maquinário. A parceria com as instituições financeiras conta com bancos nacionais e internacionais, e o valor de empréstimo vai de R$ 30 mil até R$ 30 milhões. “Dependendo do contrato, é possível auxiliar o produtor em até R$ 150 mil, mesmo sem garantia.”

Sem abalos

O imbróglio recente entre Brasil e Israel não deve trazer efeitos ao fluxo comercial do agronegócio brasileiro, avaliam fontes do setor. Do lado do governo, diplomatas dizem que a relação de negócios predomina sobre a política para mercados abertos. Já exportadores afirmam que os importadores israelenses dependem de produtos do agro nacional, como frango kosher, do qual o País é o único autorizado a vender para lá. “Mas a troca de farpas não é boa para eventuais novas aberturas de mercado”, diz representante do setor.

Mobilização de auditores do agro afeta fluxo de cargas

A operação padrão dos auditores federais agropecuários vem afetando as operações do agronegócio. Há relatos de atrasos na liberação de cargas de carnes e de frutas, além de maior demora nas emissões de licenças para exportações. Alguns frigoríficos já reduziram abates para minimizar os impactos. Os fiscais pedem a reestruturação da carreira.

PIB da agropecuária puxa crescimento no ano

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve confirmar nesta semana os resultados anuais do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. A agropecuária deve representar cerca de 47% do crescimento do PIB do País em 2023, com participação de 9% do resultado nacional, segundo projeções do setor. / AUDRYN KAROLYNE, ISADORA DUARTE e TÂNIA RABELLO

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