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GTFoods quer faturar R$ 4 bi em 2024 com foco em pequenos importadores

Participação da exportação de carne de frango na receita líquida da empresa deve crescer de 25% para 32%

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Por Coluna Broadcast Agro

A GTFoods, sexto maior frigorífico do País, com sede no Paraná, prevê fechar o ano com faturamento de R$ 4 bilhões, ante R$ 3,5 bilhões em 2023. O aumento deve vir da exportação de carne de frango, cuja participação na receita líquida da empresa deve crescer de 25% para 32%, diz Rafael Tortola, o CEO.

Com habilitações para mais de cem países e envios mensais a pelo menos 40 deles, a empresa reforça a aposta em soluções práticas, de olho no consumo de cortes fracionados. Sem esquecer dos grandes compradores, a GTFoods busca se aproximar dos pequenos. “Fazemos um trabalho pulverizado, em busca de oportunidades na África e no Caribe”, conta. Só no primeiro trimestre, a receita cresceu 16%, para R$ 949 milhões.

Frigorífico do Paraná aposta em aumento da exportação de carne de frango e também nos mercados da África e do Caribe.  Foto: GTFoods/Divulgação

Aporte em melhorias

A GTFoods está investindo R$ 110 milhões nas quatro unidades de abate, a fim de elevar a produção de 570 mil aves por dia para 585 mil até o fim do ano. Os resultados também virão da alta esperada dos preços da carne vendida, estimada por Tortola entre 12% e 15%.

Diversificação segue no foco

Em 2023, a avicultura representou 88% do faturamento da GTFoods, mas ela quer diversificar, especialmente com a Lorenz, indústria de fécula de mandioca adquirida em agosto e que faturou R$ 367 milhões em 2023. O objetivo é chegar a R$ 1 bilhão com o negócio em seis anos, com a exportação saltando de 25% para 50%.

Sinal vermelho

A indústria de máquinas e implementos agrícolas vê com preocupação eventual aumento da alíquota de importação do aço. Siderúrgicas nacionais pedem a elevação para 25% da tarifa sobre o produto importado, hoje em média de 11%, a depender do tipo de aço. “O preço deve subir pela paridade de importação, o que será repassado aos preços finais e terá impacto inflacionário”, diz José Velloso, presidente da Abimaq. O tema deve ser decidido pela Camex nesta semana.

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Impacto direto

Para a indústria de máquinas, a alta no imposto geraria um aumento no custo dos equipamentos agropecuários. Os silos, que usam 40% de aço na estrutura, devem encarecer 10%, e o custo de plantadeiras, que têm 26% de aço, pode subir cerca 8%. “Isso vai aumentar o custo de investimento, armazenagem e transporte do produtor, da indústria e do exportador em meio à menor rentabilidade das commodities”, diz Velloso. Ele lembra que o setor deve amargar dois anos de desempenho negativo – 2023 e 2024. “Se o pleito do aço for atendido, haverá uma queda maior nas vendas de máquinas”, projeta.

Nem tudo vai mal

Na Agrishow 2024, cadeias como cana, café e hortifrútis devem compensar um menor apetite por máquinas pelo setor de grãos, que enfrenta preços mais baixos. É a aposta da Massey Ferguson, marca de máquinas agrícolas da AGCO que estará na feira de Ribeirão Preto (SP) na próxima semana. “É um evento estratégico para impulsionar negócios”, diz Alexandre Stucchi, diretor de vendas, destacando também um desempenho positivo de pequenos e médios produtores.

À margem

O transporte de produtos agropecuários brasileiros está menos vulnerável aos reflexos da escalada do conflito no Oriente Médio do que outros segmentos. “A maior parte das rotas de exportação agropecuária passa pelo Golfo Pérsico. Há outros setores que usam predominantemente o Mar Vermelho, onde há risco elevado”, avalia fonte do setor. Entretanto, o acirramento do conflito acende alerta quanto ao eventual aumento do custo do frete marítimo internacional, com o petróleo valorizado.

Preservação

A Syngenta, de proteção de cultivos, está levando para a Mata Atlântica seu programa de recuperação de solos, o Reverte, a fim de cultivar 500 hectares de cana em Novo Horizonte (SP) sem desmatar o bioma. Até então, o projeto contou com financiamento de R$ 1 bilhão por meio de parceria com o Itaú BBA e já alcançou 180 mil hectares em mais de 240 fazendas.

Invasões do MST afetam a relação agro-governo

A invasão de 30 áreas em 13 Estados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), durante o Abril Vermelho, reacendeu o conflito entre o agronegócio e o governo federal. Representantes do setor afirmam que as mobilizações trazem à tona a insegurança da propriedade privada e cobram respostas mais duras do Executivo.

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Setor produtivo arremata propostas para Plano Safra

Entidades do agro voltam a atenção nas próximas semanas para apresentação das propostas para o Plano Safra 2024/25, principal política pública para o setor. Na quarta-feira, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil entrega os pleitos dos produtores ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. / LEANDRO SILVEIRA, ISADORA DUARTE e AUDRYN KAROLYNE

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