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De convencional a ambiental

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Foto do autor José Maria Tomazela
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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Na lavoura do agricultor Antonio Dias de Oliveira, também em Ibiúna, os canteiros de espinafre e o talhão com repolhos têm plantas tão viçosas que só de olhar dá vontade de comer. Por anos, ele foi produtor convencional. Com a certificação, orgânica, manteve os cuidados para ter produtos de boa aparência, mas rigorosamente orgânicos. "Aprendemos a formular adubações e a entender o comportamento da planta no campo", diz.Parte da produção é cultivada em estufas e alguns canteiros a céu aberto são protegidos com telas. Quando a terra está descansando, ele faz a semeadura de aveia para manter o solo protegido e, ao mesmo tempo, produzir massa para adubação verde. As áreas de produção, no bairro Paiol Pequeno, cobrem 12 hectares. Nos talhões com repolho observa-se que as folhas externas estão com furinhos resultantes da ação de lagartas e percevejos.O mato viceja entre uma linha e outra da leguminosa e pequenas flores atraem as borboletas. São elas que põem ovos e geram as lagartas, nada que prejudique a plantação. "Não é preciso usar veneno, nem armadilha. A própria natureza faz o controle", diz. Oliveira aprendeu a economizar água, um bem abundante no município, mas disputado também para o abastecimento urbano. Ele está trocando o sistema de irrigação por outro mais econômico. A Secretaria de Agricultura de Ibiúna contratou uma equipe de estagiários para inventariar a produção orgânica no município. O objetivo, segundo o secretário Benedito Vieira Martins, é conhecer a produção para fortalecer a atividade. "O consumo de produtos orgânicos está em expansão e Ibiúna tem condições de ser um dos principais produtores." Conforme o secretário, a oscilação dos preços dos hortigranjeiros tem sido fator de desestímulo para os produtores locais, fator que desaparece na produção orgânica. "O preço da verdura orgânica, além de melhor, é mais estável e garante renda o ano todo." A Secretaria está empenhada na criação da primeira Cooperativa dos Agricultores Familiares de Ibiúna, que terá um setor exclusivo para orgânicos. "A atividade vem crescendo, em função da demanda do consumidor mais exigente." Com as cooperativas ou associações, o produtor pode reduzir o custo da empresa certificadora, no sistema de certificação participativa, previsto pela nova Lei dos Orgânicos, que entrou em vigor em janeiro.

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