Agência Fitch vê desaceleração mundial ‘mais acentuada’ no ano, mas eleva projeção do PIB global

Tensão comercial entre EUA e China piora cenário, mas previsão de crescimento da economia mundial sobe 0,3 ponto porcentual, para 2,2% em 2025

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Foto do autor Pedro Lima
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Na edição de junho do Global Outlook divulgado nesta segunda-feira, 30, a agência de avaliação de risco Fitch Ratings aponta que, apesar da redução das tensões comerciais entre EUA e China, a economia mundial deve sofrer uma desaceleração “mais acentuada” devido à “guerra comercial mais severa desde a década de 1930”.

Entretanto, a agência elevou a previsão de crescimento do PIB global para 2,2% em 2025, 0,3 ponto porcentual acima da projeção de abril, e para 2,2% em 2026, ante 2% antes. Esses números, porém, permanecem abaixo dos 2,9% de 2024 e da média histórica de 2,7%.

A Fitch elevou a previsão de crescimento do PIB global para 2,2% em 2025, mas isso ainda está abaixo dos 2,9% de 2024 e da média histórica de 2,7% Foto: Porto de Itapoá/Divulgação

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Para os EUA, a previsão de crescimento para 2025 subiu de 1,2% para 1,5% no período, com redução nos riscos de recessão. Contudo, a Fitch espera que o consumo diminua na segunda metade do ano. A previsão para a China foi revisada de 3,9% para 4,2%, e a zona do euro, de 0,6% para 0,8%.

A taxa efetiva de tarifas dos EUA está em 14,2%, com leve aumento previsto pela Fitch, próximo a 18%, mas ainda abaixo dos 27% estimados em abril. A volatilidade na política comercial americana aumenta a “incerteza” e afeta o crescimento, avalia.

Na China, a agência aponta que a flexibilização fiscal é chave para compensar o choque tarifário. A desvalorização do dólar e a queda dos preços das exportações em moeda local também podem favorecer os exportadores chineses.

Para a Alemanha, os aumentos tarifários americanos, inclusive sobre automóveis, são “mais um choque externo adverso”, mas a demanda interna e políticas fiscais devem ajudar na recuperação em 2026.

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A Fitch espera que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja cauteloso, com “um único corte” de juros previsto para o último trimestre de 2025, devido à inflação pressionada pelas tarifas e à desaceleração da força de trabalho.

O relatório reforça que, apesar da desescalada comercial, “a economia global continuará enfrentando uma desaceleração significativa” nos próximos anos.

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