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Erros e falhas técnicas provocaram apagão, diz ministro da Casa Civil

Segundo Rui Costa, governo está cobrando urgência para detalhamento das causas, mas País vive momento de sobra de energia

Foto do author Giordanna Neves
Por Giordanna Neves (Broadcast)
Atualização:

Brasília - O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta quarta-feira, 16, que o apagão vivido no Brasil na terça-feira foi gerado por erros e falhas técnicas, e que o governo está cobrando urgência para detalhamento das causas. Segundo ele, o País vive uma realidade em que há “sobra de energia” e não há problemas de oferta e demanda como no passado.

Costa disse também, em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cogitou solicitar investigação policial para esclarecer o apagão que atingiu a maior parte do País. “O ministro cogitou eventualmente, se não tiver resposta firme, solicitar investigação policial sobre esse episódio para esclarecer”, disse Costa.

Segundo Rui Costa, Executivo vai intensificar negociações em concessões de estradas, aeroportos e portos Foto: Wilton Júnior/Estadão

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O ministro da Casa Civil também afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) deu um roteiro para o governo readmitir contratos de concessões em que houve problemas de execução e corriam risco de serem cancelados. O Executivo havia feito uma consulta no órgão para reequilibrar contratos e admiti-los de volta.

De acordo com o ministro, a partir de agora, o Executivo vai intensificar negociações em concessões de estradas, aeroportos e portos e reabilitar contratos em que houver interesse mútuo do Estado e da iniciativa privada. Caso não haja, os contratos devem ser relicitados. Já nas situações em que não tiver viabilidade técnica para concessão, serão realizadas Parcerias Público-Privadas (PPPs), ou seja, com aporte público do governo, disse.

“Junto com Renan (Filho, ministro dos Transportes), identificamos concessões que estavam com problema de execução, tiveram desequilíbrio econômico e financeiro, ou erraram na proposta”, disse Costa. Ele explicou que a consulta ao TCU teve a finalidade de “reequilibrar contratos”.

Ferrovias no Paraná

Durante a entrevista, Costa também anunciou que haverá no próximo dia 25, sexta-feira, o primeiro leilão do lote de ferrovias no Paraná, após anúncio do novo PAC. O investimento, de acordo com ele, será de quase R$ 60 bi ao longo de 30 anos de concessão. O evento ocorrerá em São Paulo.

O ministro disse ainda que em setembro serão abertos editais de seleção para que Estados e municípios possam indicar projetos nos ministérios da Educação, Saúde, Cidades, Esportes e Cultura. Ele citou, como exemplo, creches e policlínicas.

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