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Executivo da Rússia aconselha Brasil a não contar com FMI

Por Agencia Estado
Atualização:

O presidente da seção russa do Conselho Empresarial Brasil-Rússia e vice-diretor-geral da Russian Aluminium, Aliksandr Livshits, aconselhou hoje o Brasil "a não contar com o FMI, contar com vocês mesmos porque não houve ainda ninguém que foi salvo por esta organização internacional". Apesar do alerta, a mensagem do executivo foi de otimismo. "A Rússia uma vez teve uma experiência muito mais pesada em comparação com a do Brasil agora, e, de acordo com as informações que tenho, esta situação brasileira é superável. A crise sempre passa e depois dela seguem desenvolvimento dinâmico e reformas", afirmou Livshits que, em agosto de 1998, na moratória da Rússia era vice-chefe da Administração do presidente Bóris Yeltsin. Com a moratória, todo o gabinete ministerial caiu, mas Livshits ficou no governo como representante especial do presidente no G-8. Perguntado se agora a Rússia pode ser atingida pela crise brasileira - como ocorreu em 1998 com o Brasil que teve de desvalorizar a moeda cinco meses depois da moratória russa -, Livshits disse que não, principalmente porque a Rússia tem um superávit primário de 2% do PIB, que está crescendo 4% este ano e reservas de US$ 45 bilhões. O executivo está no Rio para a cerimônia de criação do Conselho Empresarial Brasil-Rússia, que está acontecendo neste momento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Ao ouvir a declaração sobre o FMI, o presidente da Firjan e da seção brasileira do Conselho, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, não se conteve: "Por que ele tinha que falar no FMI?"

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