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Professor de Finanças da FGV-SP

Como investir em 2024?

No nosso mercado, mesmo com a Selic caminhando para um dígito, a renda fixa é boa opção

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Por Fabio Gallo

Não parece, mas o final de ano está chegando. Nós vivemos em um mundo em constante mudança e com velocidade espantosa. Neste ano, estamos vivendo várias guerras, o mapa global de recursos energéticos está sendo reformulado, o tratamento da obesidade tem novos horizontes, a Inteligência Artificial (IA) tem rápido avanço. As coisas estão acontecendo de maneira que fica difícil acompanhar todos os fatos que afetam a nossa realidade.

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As economias ocidentais tiveram neste ano um desempenho melhor do que o esperado e a recessão deve atingir as nações de forma mais branda, mas o perigo existe.

No caso brasileiro, segundo foi divulgado nesta semana pelo Banco Central, os juros devem manter o ritmo de queda. A Selic deve fechar 2024 por volta de 9,5% ao ano. Mas a questão climática, com chuvas intensas em certos locais e estiagem em outros, deve provocar aumentos dos preços dos alimentos e, assim, exercer certa pressão inflacionária.

O que o investidor deve fazer nesse cenário? Simples, mais do mesmo. Sem dúvida, o investidor consciente deve estar atento ao mercado, mas antes de tudo tem que estabelecer uma estratégia para sua carteira pensando no longo prazo e manter as aplicações de seus recursos diversificadas.

Renda fixa pode continuar sendo boa opção apesar de queda na taxa Selic Foto: Daniel Dan / Unsplash

Parte em renda fixa e outra em renda variável. O quanto colocar em uma parte ou outra deve estar de acordo com o risco aceitável pelo investidor. Isso depende dos seus objetivos. Quem está pensando na aposentadoria tem que estar mais carregado na renda fixa. Aqueles com horizontes temporais mais amplos e mais apetite a risco vão poder manter uma parcela maior de ações, fundos multimercado, moeda e outros ativos mais arriscados.

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No nosso mercado, mesmo com a Selic caminhando para um dígito, a renda fixa ainda é uma boa oportunidade. Hoje temos ganhos reais na faixa dos 5% ao ano, com títulos como CDBs, LCIs, LCAs, Tesouro Direto entre outros. Na renda variável os analistas estão otimistas e fazendo apostas de que a Bolsa brasileira siga o “bull market”, podendo o Ibovespa ultrapassar os 150 mil pontos. Nesta semana, bateu seu recorde histórico ultrapassando os 130 mil pontos. As empresas do setor agropecuário se mostram atraentes, mas aquelas ligadas a commodities devem sentir a recessão de alguns mercados. Internacionalmente, as empresas de tecnologia, semicondutores, farmacêuticas inovadoras e as grandes do varejo destacam-se nas apostas para o próximo ano.

Mas vale lembrar a frase de Warren Buffett: “Nunca teste a profundidade de um rio com ambos os pés.”

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