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Governo federal terá nova proposta para solucionar dívida dos Estados, diz Tarcísio

Governador paulista se reuniu nesta manhã com Fernando Haddad e informou que o ministro fará uma apresentação sobre o tema para o presidente Lula

Foto do author Fernanda Trisotto
Por Sheyla Santos (Broadcast) e Fernanda Trisotto (Broadcast)

BRASÍLIA - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quarta-feira, 13, que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se comprometeu a fazer uma apresentação sobre a dívida dos Estados na semana que vem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o governador, isso deverá resultar em um projeto de lei complementar sobre o tema.

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“A partir do ‘ok’ do aval do presidente, ele (Haddad) chamaria os Estados então para conversar, para tentar fazer o acordo, ajustar o que tem de ajustar num período de 60 dias e, após isso, fazer o envio ainda no primeiro semestre de um projeto de complementar ao Congresso”, disse Tarcísio, após reunião na sede da Fazenda.

De acordo com o governador paulista, o governo federal tem sensibilidade em relação à dívida dos entes federativos. Ele defendeu também uma resolução sobre a questão do indexador da dívida.

“Precisamos de uma solução porque, da maneira como a dívida está indexada hoje, vamos ter um estoque crescente, um estoque que não vai acompanhar nem o crescimento da economia, nem o crescimento da arrecadação. Então, é uma dívida que se torna impagável”, disse, acrescentando que irá aguardar a proposta da Fazenda sobre o tema.

Estados precisam ter capacidade de fazer investimentos, disse Tarcisio  Foto: Taba Benedicto/Estadão

O governador lembrou que São Paulo tem capacidade de pagar a dívida, mas disse compreender que a situação de endividamento dos Estados é grave. Ele argumentou que os Estados precisam ter capacidade de fazer investimentos.

“A quantidade de investimentos realizados pelos Estados vem caindo ano a ano, e eu tenho certeza de que a gente pode ter um ganha-ganha, ou seja, sem prejudicar o fiscal, ter uma condição de potencializar os investimentos realizados pelos Estados. Isso vai ajudar a economia, o crescimento como um todo.”

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