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Imóveis sobem menos, mas ainda não há sinais de queda nos preços

Estou querendo investir em um imóvel de baixo valor nas cidades satélites de Brasília, para alugar. Os preços parecem estar aumentando menos do que antes. Será que é uma tendência? Devo esperar?

Por Fábio Gallo
Atualização:

Os preços dos imóveis de maneira geral no Brasil estão subindo menos do que antes, mas não há sinais claros de queda nos preços. No caso particular de Brasília, entre agosto de 2010 e agosto de 2011 os preços subiram 21%, mas no ano seguinte o crescimento foi de 7,35%. Por outro lado, o preço dos aluguéis não tem acompanhado o crescimento do valor de venda dos imóveis. Uma das possibilidades de investimento no mercado imobiliário, sem alguns dos dissabores de manter diretamente imóveis, é a aplicação de recursos em fundos imobiliários ou Letras de Crédito Imobiliárias, que tem como grande vantagem a não incidência de IR para pessoas físicas.

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Estou com uma dúvida com relação à tributação que envolve vencimento de opções e day trade. Suponha que eu tenha comprado o direito de exercer opções, em abril, numa data futura (30/11, por exemplo) e havendo exercido o direito no dia 30/11 e no mesmo dia venda dos ativos. Esta operação configura um day trade? Fiquei na dúvida quanto à data que devo considerar, abril ou 30 de setembro.

Considere como uma operação de exercício de opções, sendo apurado o ganho entre abril e a data de exercício. O manual do IR estabelece que a partir de 01/01/2005 os ganhos líquidos obtidos em operações realizadas em bolsa de valores, de mercadorias, e assemelhadas, são tributadas em 20% no caso das operações "Day trade", e 15% nas operações realizadas nos mercados à vista, a termo, de opções e de futuros. No caso particular das opções, o custo de aquisição é considerado o preço de exercício do ativo (valor de compra do ativo acordado para liquidação da operação) acrescido do valor do prêmio pago. Assim, o ganho líquido das opções é a diferença positiva entre o valor de venda à vista do ativo objeto, na data de exercício, e o preço de exercício desta opção, acrescido do valor do prêmio.

Tenho 34 anos e meu patrimônio está dividido em 2 apartamentos e R$ 200 mil em fundos de um banco. Há três meses iniciei uma contribuição para um plano de previdência privada e planejo destinar parte da quantia para a educação de meu filho de 2 anos nos Estados Unidos. Contribuo com US$ 1.000 mensais, pois o plano é offshore. O que me chamou a atenção para este tipo de plano é poder trabalhar em moeda como o dólar, acessar fundos que tecnicamente eu não teria capital suficiente para entrar. Gosto da aplicação, mas gostaria de saber se foi uma decisão inteligente em termos de diversificação e chances de aumentar o meu retorno.

Acredito que você deva avaliar melhor as vantagens e desvantagens deste tipo de investimento no exterior. Investir sempre traz uma série de preocupações em relação aos riscos. O primeiro tipo de risco a que me refiro é o de crédito que é referente à contraparte, em outros termos, é a capacidade da instituição ou fundo investido devolver o dinheiro conforme combinado. Há risco de mercado que é o desempenho daquele investimento. A liquidez, que é a velocidade de transformação daquele investimento em dinheiro quando necessário, também deve ser considerada. Avaliar corretamente os riscos do investimento não é fácil para a maioria dos investidores, assim eu não gosto da ideia de ser introduzido mais um tipo de risco que é o risco cambial. O seu filho está com dois anos, assim, o horizonte de seu investimento é em torno de 15 anos e muita coisa pode acontecer no câmbio até lá. Os outros argumentos propostos por você também não são fortes porque o nosso mercado oferece muitas oportunidades boas para o seu perfil e com bom grau de proteção até mesmo em relação à inflação. Além do que as taxas reais praticadas aqui são mais altas do que no exterior. Pesquise as oportunidades de investimento que nosso mercado oferece, como títulos de longo prazo, fundos e planos de previdência, desde que ofereçam taxa de administração baixa. Se já é difícil decidir sobre aplicações que impactam o nosso futuro financeiro, fazer isto no exterior somente complica mais.

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